Mulheres na Arte

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quarta-feira, 28 de março de 2012

A Mulher no Teatro I - História do Teatro


O teatro surgiu a partir do desenvolvimento do homem, através das suas necessidades. O homem primitivo era caçador e selvagem, por isso sentia necessidade de dominar a natureza. Através destas necessidades surgem invenções como o desenho e o teatro na sua forma mais primitiva. O teatro primitivo era uma espécie de danças dramáticas colectivas que abordavam as questões do seu dia a dia, uma espécie de ritual de celebração, agradecimento ou perda. Estas pequenas evoluções deram-se com o passar de vários anos. Com o tempo o homem passou a realizar rituais sagrados na tentativa de apaziguar os efeitos da natureza, harmonizando-se com ela. Os mitos começaram a evoluir, surgem danças miméticas (compostas por mímica e música).

Com o surgimento da civilização egípcia os pequenos ritos tornaram-se grandes rituais formalizados e baseados em mitos. Cada mito conta como uma realidade que veio a existir. Os mitos possuíam regras de acordo com o que propunha o estado e a religião, eram apenas a história do mito em ação, ou seja, em movimento. Estes rituais propagavam as tradições e serviam para o divertimento e a honra dos nobres.

Na Grécia sim, surge o teatro. Surge o “ditirambo”, um tipo de procissão informal que servia para homenagear o Deus Dioniso (Deus do Vinho). Mais tarde o “ditirambo” evoluiu, tinha um coro formado por coreutas e pelo corifeu, eles cantavam, dançavam, contavam histórias e mitos relacionados a Deus. A grande inovação deu-se quando se criou o diálogo entre coreutas e o corifeu. Cria-se assim a acção na história e surgem os primeiros textos teatrais. No início fazia-se teatro nas ruas, depois tornou-se necessário um lugar. E assim surgiram os primeiros teatros.

Origem do Teatro

Definição - O teatro é um fenômeno social, e como tal, sujeito às leis e dialéticas históricas. Por isso, não existe teatro em sentido absoluto, com normas permanentes, mas vários teatros, muito diferentes, de diversas épocas e nações, quanto mais remotos, tanto menos operantes em períodos seguintes.

O riquíssimo teatro chinês só existe para o Ocidente como parábola exótica, influindo ocasionalmente (Voltaire, Brecht) no teatro de hoje. Do teatro indiano em sânscrito, de alto valor literário, os teatros ocidentais só representam , ocasionalmente, a peça "Sakuntala", de Kalidasa (sec.V), em versões modernizadas. Só o teatro grego influiu poderosamente no atual, graças a interpretações variadas ou, não raro, arbitrárias dos textos sobreviventes.

Na Antiguidade Clássica, o teatro grego antigo tem suas raízes em atos rituais (culto a Dionísio). Só restaram peças completas de três autores, que se costuma agrupar em ordem
mais ou menos cronológica:
- Ésquilo *525-456 a.C), fortemente baseado em convicções mitológicas e de um poder verbal próximo da epopéia;
- Sófocles (496-406 a.C), grande moralista e poeta, de equilíbrio perfeito;
- Eurípides (848-406 a.C), um tanto descrente e notável pela sua força lírica e penetração psicológica. Essa apresentação da história da tragédia grega é pouco exata. Na verdade, os três grandes são quase contemporâneos, e o fato de se desconhecerem, os outros autores de tragédia não permitem esboçar linha de evolução coerente.

A impressão de Eurípides ter sido descrente e inovador irreverente é devida, através dos séculos,ao seu intransigente inimigo, o aristocrático e conservador Aristófanes, criador da comédia antiga, cujo gênero era estranho, composto de paródia mitológica, sátira política, críticas pessoais e poesia lírica. N o teatro de tempos modernos não existe nada de comparável à comédia de Aristófanes, com exclusão de certa sátiras literárias.

Aristóteles, em sua Poética, apresenta três versões para o surgimento da tragédia.
. A primeira versão argumenta que a tragédia, e o teatro, nasceram das celebrações e ritos a Dionísio, o deus campestre do vinho. Em tais festividades, as pessoas bebiam vinho até ficarem embriagadas, o que lhes permitia entrar em contato com o deus homenageado. Homens fantasiados de bodes (em grego, tragos) encenavam o mito de Dionísio e da dádiva dada por ele à humanidade: o vinho. Esta é a concepção mais aceita atualmente, pois explica o significado de tragédia com o bode, presente nas celebrações dionisíacas.

. A segunda versão relaciona o teatro com os Mistérios de Eleusis, uma encenação anual do ciclo da vida, isto é, do nascimento, crescimento e morte. A semente era o ponto principal dos mistérios, pois a morte da semente representava o nascimento da árvore, que por sua vez traria novas sementes. A dramatização dos mistérios permitiria o desenvolvimento do teatro grego e da tragédia.

. A terceira concepção para o nascimento da tragédia, e a aceita por Aristóteles, é de que o teatro nasceu como homenagem ao herói dório Adrausto, que permitiu o domínio dos Dórios sobre os demais povos indo-europeus que habitavam a península. O teatro seria a dramatização pública da saga de Adrausto e seu triste fim.

Como ensinou Aristóteles, a tragédia não era vista com pessimismo pelos gregos e sim como educativa. Tinha a função de ensinar as pessoas a buscar a sua medida ideal, não pendendo para nenhum dos extremos de sua própria personalidade. Para o filósofo de Estagira, entretanto, a função principal da tragédia era a catarse, descrita por ele como o processo de reconhecer a si mesmo como num espelho e ao mesmo tempo se afastar do reflexo, como que "observando a sua vida" de fora. Tal processo permitiria que as pessoas lidassem com problemas não resolvidos e refletissem no seu dia-a-dia, exteriorizando suas emoções e internalizando pensamentos racionais. A reflexão oriunda da catarse permitiria o crescimento do indivíduo que conhecia os limites de seu métron. A catarse ocorreria quando o herói passasse da felicidade para a infelicidade por "errar o alvo", saindo da sua medida ideal.

Antigo teatro romano em Alexandria

A comédia romana antiga, apesar de usar largamente fontes gregas, é no entanto, de forte originalidade. Plauto é um farsista de grande força cômica, mas também de poder poético-lírico. Terêncio é muito menos cômico,antes um moralista sério que prefere à representação das classes baixas, é das suas diversões grosseiras a da vida das classes abastadas e cultas. Mas os problemas são sempre os mesmos: domésticos, eróticos e de dinheiro.

Plauto e Terêncio criaram os tipos do fanfarrão, do avarento, do criado astuto, do filho de família devasso, do parasita, que através da commedia dell'art dominava todo o teatro
cômico moderno. Da tragédia romana só sobrevivem, completas, as últimas peças: as do filósofo Sêneca, nas quais a admirável eloquência me os horrores físicos substituem a poesia e a tragicidade do teatro grego.

Teatro Medieval - é como o antigo, de origem religiosa; apenas a religião é outra.Os enredos são tirados da história bíblica. As ocasiões de representação são as festas do ano litúrgico. O palco é a praça central da cidade.

Commedia dell'art - O teatro moderno começa na Itália do século XVI, rompendo com as tradições medievais-populares e tentando imitar os modelos antigos. Inúmera peças imitam as comédias de Plauto e Terêncio; mas só uma tem valor superior, a amarga Mandrágora, de Maquiavel.

Teatros Nacionais - O primeiro teatro nacional da Europa moderna é o espanhol, do fim do século XVI e do Século XVII. Humanismo e Renascença manifestam sua influência, nesse teatro, nos enredos, tirados da antiguidade grego-romana e da novelística italiana. Mas os dramaturgos espanhóis não se preocupam com as regras ou pseudo-regras antigas; a forma do seu teatro é a medieval,ligeiramente desenvolvida e já aproximando das convenções cênicas do teatyro moderno.

Espanha - Escrevendo para público popular e enraizando o gênero em tradições populares, os dramaturgos espanhóis venceram pelo desprezo das imposições eruditas, pelo repúdio à imitações da Antiguidade. Foi esse humanismo erudito que prejudicou a Numancia de Cervantes, tão feliz nos entremezes cômicos.

O maior dramaturgo do "século de ouro" espanhol é Lope de Vega, monstruo de la naturaleza no dizer de Cervantes e autor de mais ou menos 1200 peças, o dramaturgo mais fecundo de todos os tempos.

Inglaterra - O teatro espanhol fornece numeros temas ao contemporâneo teatro inglês, que se parece muito com ele: variedade de enredos históricos, novelísticos, patrióticos, cômicos; construção em atos (jornadas)- que são, porém, três na Espanha e cinco na Inglaterra - sem grande preocupação pela coerência dramatúrgica e psicológica; predomínio do espírito popular na assimilação de elementos eruditos e estrangeiros; - combinação de força dramática e poesia lírica.

A primeira obra notável é a "spanish tragedy", de Thomas Kyd, combinação de tragédia de horrores senequiana e de peça popular; é a primeira das muitas "tragédias de vingança", às quais também pertence Hamelet. É com Shakespeare que p teatro inglês chega ao seu ponto culminante.

Teatro Francês - O teatro clássico francês do séc. XVII é radicalmente diferente dos teatros espanhol e inglês da mesma época, porque lhe falta totalmente a rais popular. Há, nas origens, influências espanhola e da commedia dell'art e italiana

Fonte: Wikipédia e Enciclopédia Barsa Vol.15

Primeiro teatro público francês que surgiu em 1548

Destaques no Teatro
- Teodora - atriz que ficou famosa no reinado de Justiniano (527-565), séc VI.


- Sarah Siddons - foi o grande nome na metade do séc XVIII



Teatro Francês
- Adrienne Lecouvreur - teatro francês - século XVII

- Mlle. Rachel (Elizabeth Rachel Félix), interpretou heroínas de Racine;

- Mlle. George ( Marguerite Josephine Weimer);

- Sarah Bernhardt, que foi a rainha do teatro europeu num período de quase 50 anos até a I Guerra Mundial;

- Rejane ( Gabrielle-Charlotte Réju), famosa atriz, que montou grandes espetáculos no teatro ao qual deu o seu nome;

Grã-Bretanha
- Eliza O'Neill - destacou-se na arte romântica na segunda metade do século XIX ;

- Ellen Terry - destacou-se no teatro realista


- Elizabeth Robins


- Viven Leigh


Itália
- Adelaida Ristori - destacou-se no teatro moderno italiano;

- Eleonora Duse, atriz de grande fama do final do sec XIX e início do séc XX,

Emma Grammatica.

Irma ( Maria Francesca) Grammatica

terça-feira, 27 de março de 2012

A Mulher na Dança IX - O Balé no Brasil

O Balé no Brasil surgiu depois da visita de famosas companhias internacionais, no começo do século, como a companhia de Diaghilev ,em 1913 e 1917, e a Companhia Pavlova, com Alexandre Volinine e seu corpo de baile, em 1917 e 1919. Maria Olenewa, ex-solista de Pavlova, veio ao Rio de Janeiro em 1921 e aqui ficou. Pretendia lançar as sementes do balé clássico no Brasil.

Em 1927, o crítico Mário Nunes propôs ao governo, a criação de uma escola de balé oficial, sem ônus para os cofres públicos. Ofereceram a Olenewa, uma sala vazia no Teatro Municipal, disponível durante algumas horas por dia. Com a venda de suas próprias jóias, Olenewa custeou as modestas instalações da escola pioneira. O ambiente era de indiferença, senão de hostilidade à arte coreográfica, com raras, porém entusiásticas, exceções. O esforço de lançar as bases de sua arte no Brasil, custou a Olenewa, entre muitas decepções, um tratamento de saúde de dois anos em hospital da Suíça. Mas o corpo de baile foi criado e oficializado em 1930 , o único até hoje, num país de quase 200 milhões de habitantes.

Mais tarde, foi contratado o coreógrafo e maitre-de-Ballet, Vaslav Veltchek, da Ópera-Comique e do Teatro Châtelet de Paris, que haveria de ser outro esteio da dança no Brasil. Em 1944, Tatiana Leskova deixou o balé do coronel Basil para ficar no Brasil. Em 1945 foi contratado Igor Schvezoff como Maitre-de-Ballet. No mesmo ano radicous-se no Brasil a grande dançarina Nina Verchinina que daria uma das decisivas contribuições didáticas à dança brasileira.

A revelação do balé moderno do após-guerra foi trazida ao Brasil em 1949 pelos Ballets des Champs-Elysées. Aqui ficou, como professor um de seus integrantes, Pierre Klimov. Em 1962, finalmente, foi chamado a trabalhar no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, o coreógrafo e Maitre-de-Ballet, William Dollar.

Rio de janeiro - O corpo de baile do Teatro Municipal do Rio de janeiro começou e se manteve com dificuldades. A escola de bailados do mesmo teatro, fundada por Olenewa, passou às mãos de Yuco Lindenberg, Magdala da Gama Oliveira e Madeleine Rosay. Era ministrado dança clássica, dança moderna e dança característica, além de algumas aulas teóricas.

São Paulo - Embora o teatro Municipal de São Paulo não tenha conseguido ainda formar um corpo de baile, possui uma grande escola, fundada em 1940 e oficializada em 1947.

Bahia - Há em Salvador um curso de dança, na Escola de teatro da universidade que funciona intermitentemente, porém não atingiu, ainda, desenvolvimento de suas possibilidade reais.

Escolas Particulares - Milhares de cursos independentes de dança funcionam no Brasil, raros, porém, suficientemente bons. Somente na cidade do Rio de janeiro contam-se mais de 100.

Depois do Rio de janeiro e de São Paulo é no Rio Grande do Sul que a dança mais floresce. Porto Alegre possui mais 50 cursos particulares em funcionamento.
Fonte: Enciclopédia Barsa, vol 03

A escola de dança do Teatro Municipal foi fundada em 1927 por Maria Oleneva, e ali se formaram Madeleine Rosay, Leda Yuqui, Berta Rosanova, Carlos Leite, Marília Gremo e outros.

Em São Paulo, destacam-se os nomes dos bailarinos Alexander Yolas, Juliana Yanakieva e Yuco Lindberg; denominado por Aurélio Milloss, balé do IV Centenário, com Raul Severo, Edith Pudelko e Addy Ador; por Carlos Leite e Sansão Castelo Branco, denominado Balé da Juventude, em que surgem Tamara Capeller e Ilma Lemos Cunha; e por Tatiana Leskova, Nina Verchinina, Dalal Achcar, com o Balé do Rio de Janeiro.

Entre os bailarinos brasileiros da modernidade, cumpre citar Davi Dupré, Aldo Lotufo, Marcia Haydée, Beatriz Consuelo, Sandra Dicken, Dennis Gray, Alice Colino, Ana Botafogo, e Noêmia Wainer. Quantos aos compositores que contribuíram com partituras originais, temos Villa-Lobos, Lorenzo Fernande, Luís Cosme, Alberto Nepomuceno, Heckel Tavares, Cláudio Santoro.

Na cenografia, destacam-se os nomes de Di Cavalcanti, Burle Marx, Nilson Pena, Belá Pais Leme, Darci Penteado e Fernando Pamplona. Outros autores, e até poetas, como Manuel Bandeira e Vinicius de Moraes, apesar de não serem associados ao balé, em determinado momento contribuíram com libretos em português. As obras mais estimadas do balé brasileiro são Uirapuru, Zuimaalúti, O Garatuja, O Descobrimento do Brasil, Maracatu de Chico Rei e Salamanca do Jarau.


Companhias de Balé no Brasil

- Cisne Negro Companhia de Dança
- Ballet Expressão
- Quasar Companhia de Dança
- Ballet Stagium


Ana Botafogo

Nome completo: Ana Maria Botafogo Gonçalves Fonseca[1]
Nascimento: 9 de julho de 1957 (54 anos)- Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade: brasileira
Ocupação: bailarina e atriz

Ana Botafogo é uma bailarina brasileira. Começou a estudar ballet clássico em sua cidade natal e a dançar profissionalmente na França, no Ballet de Marseille. Frequentou ainda a Academia Goubé na Sala Pleyel, em Paris (França), a Academia Internacional de Dança Rosella Hightower, em Cannes (França), e o Dance Center-Covent Garden, em Londres (Inglaterra).

Desde 1981 é a primeira-bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro já tendo se apresentado na Europa, América do Norte, América Central e América do Sul.

Estreou no Municipal com o ballet Coppélia, o que abriu portas para novos convites internacionais. Fez uma participação especial como atriz em Páginas da Vida, telenovela das oito da TV Globo, escrita por Manoel Carlos, no papel de filha de Tarcísio Meira e Glória Menezes, e como uma professora de ballet muito culta.


Grandes Mulheres - Ana Botafogo - 13/07/2011

Ronnie entrevista a super bailarina Ana Botafogo no quadro Grandes Mulheres!
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Ana Botafogo - Giselle - Theatro Municipal do Rio de Janeiro - Bujones

Ana Botafogo dança, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Giselle com Fernando Bujones. 1984
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A Bela Adormecida Solo de Ana Botafogo

Em uma de suas últimas apresentações, Ana Botafogo mostra que é a grande
bailarina do Brasil, em um solo espetacular que foi visto por mais de 3 mil pessoas em apenas uma noite de apresentação no Arena Vitória - Vitória / Espírito Santo..
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Romeu e Julieta - Ana Botafogo

Espetáculo "Romeu e Julieta" com Ana Botafogo. Dia 21/10/07 no Teatro Guararapes.
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Isto é Brasil" - Ana Botafogo e Carlinhos de Jesus

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terça-feira, 20 de março de 2012

A Mulher na Dança VIII - O Balé francês

VIII - O Balé Francês

A França, berço do ballet, foi sempre o seu maior palco. Radicaram-se em Paris, vários mestres vindos da Rússia, ou da companhia de Diaghilev e Pavlova. A Ópera também continuou se4u trabalho. Se instalou ali Serge lifar (1930), como coreógrafo e maitre-de-ballet, durante trinta anos.

Fixaram-se em Paris os grandes mestres dos teatros imperiais russos como Preobrajenska, Volinine, Egorova, Nijinski, e os colaboradores de Diaghilev, como Boris Kochno, Balanchine, Gregorief, Danilova e Woisikovski.

Surgiram novos talentos como Tamara Toumanova, Igor Iouskevich, Skibine, Irina Baronova, Tatiana Riabuchinska e, mais tarde, a grande Ivette Chauviré, na Ópera. As três companhias de Diaghilev giravam em torno de Paris.

Com a libertação da França, na II Guerra Mundial, Lifar deixou a Ópera e Balanchine foi chamado para substituí-lo, que levou com ele Toumanova e Maria Tallchief. Surgiram os bailarinos Kalioujni, Ludmila Tcherina, Skouratoff e jeanmarie.

Em 1944, Irene Lidova (crítica) reuniu um grupo de jovens para um espetáculo semi-improvisado. Faziam parte de grupo Nina Viroubova, Roland Petit, Janine Charrat, Renée Jeanmarie, Irene Skorik, Colette Marchand e Jean Babilée, exatamente os que deveriam liderar a dança francesa a partir de então.

Em 1948, Roland Petit deixou a troupe para formar sua própria companhia, Les Ballets de Paris, onde contou com Margot Fonteyn para a criação de Les Desmoiselles de la nuit. Em 1949, montou sua obra-prima, Carmen.

Janine Charrat ocupou no balé francês um lugar particular. Tendo Lifar como mestre, começou sua carreira ao lado de Roland Petit, com quem coreografou e interpretou pequenos bailados.

Outro renovador de importância para a dança francesa foi, sem dúvida, Maurice Béjart. De formação inteiramente clássica, suas criações foram todavia, extremamente modernas. A mais famosa é Sinfonia para um homem só (1955) que causou sensação.

Embora legalmente uma companhia americana, o balé do marquês de Cuevas, era artisticamente uma companhia francesa, pois seu centro de gravitação sempre foi Paris. Uma das raras companhias cuja existência se deveu à iniciativa privada, conseguiu reunir Rosella Hightower, a maior bailarina norte-americana, Marjorie Tallchieff, André Eglevski e os coreógrafos George Skibine, ronislava, Nijinska, Nicolas Beriosov e William Dollar, ao lado de Ivette Chauviré, Renée Jeanmarie, Ludmila Tcherina, Janine Charrat, Olga adabache, Alexandre Kalioujini, Wladimir Skouratof e outros artistas renomados.

Essa companhia serviu de veículo para a carreira de algumas bailarinas brasileiras: Beatriz Consuelo atingiu o lugar de Étoile, e por ela passaram ainda Yelê Bittencourt, Márcia Haydée e Caliope Veneris. A maior e a última montagem de George de Cuevas foi a faustosa montagem de "A Bela Adormecida", sob a direção artística de Raymond Larrain.

A Ópera de Paris, depois de fechar para reorganização geral, criou, como o Royal Ballet inglês, duas companhias. Roland Petit foi aceito no Palais Garnier, e ali montou Notre-Dame-de-Paris.
Fonte:Enciclopédia Barsa, vol. 03


Irina Baronova

Nome Completo: Irina Mikháilovna Baronova
Nascimento: 13 de marco de 1919 Petrogrado , Império Russo
Morte: 28 de junho de 2008 (aos 89 anos) Byron Bay, New South Wales , Austrália

Irina Mikháilovna Baronova foi uma bailarina russa, integrante do trio de "Bailarinas Bebê do Ballet Russo de Monte Carlo" , descoberta por George Balanchine , em Paris, no 1930.

Quando ela tinha menos de dois anos de idade, sua família mudou-se para a Roménia. Ela ficou encantada com ballet quando viu uma performance de Tamara Karsavina . A família se mudou para Paris em 1928 para proporcionar a Irina a formação profissional,onde teve como instrutora Olga Preobrajenska . Ela também estudou com a colega, primeira bailarina, Mathilde Kschessinska .

Baronova fez sua estréia com 11 anos na Ópera de Paris em 1930, e em 1932 George Balanchine a levou para o Ballet Russe de Monte Carlo. O escritor Arnold Haskell apelidou o trio ( Baronova, Toumanova Tamara e Tatiana Riabouchinska) de as " Bailarinas Bebês ". Ela fez Odette no Lago dos Cisnes aos 14 anos, uma parceria com Anton Dolin .
Fonte: Wikipédia

Irina Baronova

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Tatiana Riabuchinska

Tatiana Riabouchinska (23 de Maio de 1917-1924 Agosto de 2000) foi uma bailarina russo-americana e professora. Famosa aos quatorze anos como uma das três "baby bailarinas" do Ballet Russes de Monte Carlo em 1930, ela amadureceu como uma artista que a crítica chamou de "dançarino o mais inusitada de sua geração".

Aos quatorze anos, Riabouchinska foi escolhido por Nikita Balieff para participar de sua trupe de vaudeville franco-russa, Le Théâtre de la Chauve-Souris (O Teatro Bat), muitas vezes cobrado simplesmente como La Chauve Souris- . Na edição de 1931 da sua revista, que incluiu canções russas, danças, e os números de comédia, ela apareceu em dois balés curtos, Diana Caça ao Veado e As aventuras Amorosas de Uma Bailarina Italiana e Um Marquês . Em Paris, ela foi vista pelo coreógrafo e mestre de balé de George Balanchine , que rapidamente assinou com ela para o Ballets Russes de Monte Carlo, em seguida, sendo organizado pelo Coronel Wassily de Basil e seus associados. Juntou-se a empresa após a turnê americana de La Chauve Souris-.

Em 1932, em sua primeira temporada com a empresa de Basil, Riabouchinska criou o papel da Criança na Léonide Massine 's Jeux d'Enfants e em duas obras de Balanchine, La Concorrência e Gentilhomme Bourgeois Le .

A beleza loira, Riabouchinska, também criou muitos papéis em ballets de David Lichine , um bailarino na companhia de Basílio, que fez uma segunda carreira como um coreógrafo. Além de papéis principais em Nocturne (1933) e Les Imaginaires (1934), ela encarna o espírito Chefe em Le Pavillon (1936), A aparição angelical em Francesca da Rimini (1937), o florista em Le Lion Amoreaux (1937), e a menina romântica em baile de formatura (1940), uma caracterização alegre, que se tornou outro de seus papéis de assinatura.

Riabouchinska permaneceu com a empresa de Basílio, que foi finalmente renomeada como a original Ballet Russe, até 1942, quando o conflito da Segunda Guerra Mundial interrompeu as operações normais. Ela se casou com David Lichine em 1943, e os dois embarcaram em uma carreira conjunta como agentes livres, dançando e coreografando para muitas empresas nos Estados Unidos, Inglaterra, França e Argentina. Nos Estados Unidos, ela também apareceu na Broadway em uma opereta intitulada vencida Polonaise (1945), coreografado por Lichine a música de Chopin, e em um filme de Hollywood, Make Mine Music (1946), no qual ela dançava e Lichine sua coreografia no " Duas silhuetas seqüência ". Ao longo de seus anos de dança juntos, eles eram um dos casais mais admirados e amados do mundo do ballet. Eles tiveram uma filha, Tanica Lichine.

Em 1953, os Lichines retiraram-se para Los Angeles e dedicaram suas energias para a sua academia de dança em Beverly Hills e de fundaram e dirigiram vários pequenos grupos de desempenho. Depois de David Lichine morreu em 1972, Tatiana Riabouchinska continuou a ensinar por muitos anos, contando uma série de celebridades de Hollywood entre seus alunos. No final de 1990, ela foi filmada dando aula em seu estúdio e relembrando seus anos com a empresa de Basílio. Este filme, juntamente com muitos trechos de filmes de arquivo de suas performances com a empresa, está incluído no documentário Ballets Russes (2005), uma produção Goldfine / Geller.
Fonte: Wikipédia


Tatiana Riabouchinska

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A Mulher na Dança VII - O Balé Soviético

VII - Balé Soviético

Os russos voltaram a cultivar a dança intensamente, anos após o período de convulsões sociais que culminaram com a Revolução de Outubro.Na época Imperial o primeiro teatro era o Mariinski, em São Petersburgo. Após a revolução, o Bolchoi de Moscou passou a liderar a dança, seguido do Kirov (ex-Mariinski) de Leningrado, e ainda pelos teatros oficiais de Kiev e de Minsk.

Enquanto o Kirov mantém fidelidade à tradição clássica, o Bolchoi criou um estilo novo, que se pode classificar de soviético. Ambos conseguiram formar artistas de alta categoria.

Do Kirov surgiu Galina Ulanova, uma das expressões máximas da dança mundial, cujo lugar foi, posteriormente, ocupado por Maya Plisetskaya. Surgiram também os nomes de Olga Lepeshinskaya, Raissa Struchkova, Nicolai Fadeievich, Grigori Farmavants, Konstantin Sergeiev e Mikhail Gabovich.

Embora, em determinada época, tendo perdido alguma figuras exponenciais, como Rudolf Nureyev, Nathalia Makharova e Mikhail Barisnikov, que se tornaram estrelas internacionais no Ocidente, os russos continuam a liderar técnicamente a arte da dança clássica e do balé.


Galina Ulanova


Galina Ulanova Sergeyevna nasceu em São Petersburgo, Rússia em 08 de janeiro de 1910 ( e morreu em 21 Março de 1998) é freqüentemente citada como sendo uma das maiores bailarinas do século XX. Seu apartamento em Moscou foi transformado num museu nacional, e há monumentos a ela em São Petersburgo e Estocolmo .

Ulanova estudou em Petrogrado com Agrippina Vaganova e sua própria mãe, uma bailarina do Ballet Imperial Russo. Quando ela entrou para o Teatro Mariinsky , em 1928, a imprensa descobriu "muito do estilo de Semyonova , graça, a mesma plasticidade excepcional e uma espécie de cativante modéstia de seus gestos " Eles dizem que Konstantin Stanislavski , fascinado com seu estilo de atuar, implorou-lhe para participar de suas produções de palco. Em 1944, quando sua fama chegou a Joseph Stalin , que foi transferido para o Teatro Bolshoi , onde ela seria a "prima ballerina absoluta" por 16 anos. No ano seguinte, ela dançou o papel título na estréia mundial de Sergei Prokofiev 's Cinderella .

Ulanova era uma ótima atriz, assim como dançarina, e quando ela foi finalmente autorizada a passear no exterior, com a idade de 46, jornais britânicos extasiados escreveram que "Galina Ulanova em Londres conheceu o maior triunfo de qualquer bailarino individual desde Anna Pavlova ". Depois abandonou o palco com a idade de 50 anos, ela treinou muitas gerações dos bailarinos russos. Ulanova foi a única dançaria a ser premiada como "Herói do Trabalho Socialista" , e ela também foi premiada com o mais alto título exclusivamente artístico nacional," Artista do Povo da URSS" . Ela foi premiada com os Prêmios Lênin ou Stalin em 1941, 1946, 1947, 1950 , e 1957. Morreu em 1998, aos 88 anos.


Galina Ulanova e Vladimir Preobrazhenskii - Waltz de "Les Sylphides" (1952)

Esta é Galina Ulanova e Vladimir Preobrazhenskii do Teatro Bolshoi, de Moscou, realizando a valsa de "Les Sylphides" em 1952. A coreografia é por Mikhail Fokine e música de Frédéric Chopin.
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Maya Plisetskaya


Maya Plisetskaya Mikháilovna
, nascida em 20 de novembro de 1925 é uma dançarina de balé russa , freqüentemente citada como uma das maiores bailarinas do século XX. Maya dançou durante a era soviética, ao mesmo tempo como o grande Galina Ulanova , e assumiu como de suas "prima ballerina absoluta" do Bolshoi em 1960. Maya Plisetskaya é uma espanhola naturalizadoa e cidadã lituana.

Desde o início, Maya era uma espécie diferente de bailarina. Ela passou um tempo muito curto no corpo de baile depois da formatura, e foi rapidamente chamada solista. Seu brilhante cabelo vermelho fez dela uma figura fascinante dentro e fora do palco. Sua interpretação de A Morte do Cisne , uma peça curta que ficou famosa com Anna Pavlova , tornou-se cartão de chamada de Maya. Maya foi conhecida pela altura de seus saltos, com as costas extremamente flexíveis, a força técnica de sua dança e seu carisma. Ela destacou tanto no adagio e allegro, que é muito incomum em bailarinos.

Depois que Galina Ulanova deixou o palco em 1960, Maya Plisetskaya foi proclamada a prima ballerina absoluta do Teatro Bolshoi . Na versão para o cinema soviético de Anna Karenina , ela interpretou a Princesa Tverskaya. Em 1971, seu marido, o compositor Rodion Shchedrin escreveu um balé sobre o mesmo assunto, onde ela iria desempenhar o papel principal. Anna Karenina foi também sua primeira tentativa de coreografia. Outros coreógrafos que criaram balés para ela incluir Yury Grigorovich , Roland Petit , Alberto Alonso , e Maurice Béjart com "Isadora".


A Morte do Cisne (Plisetskaya, 1975)

Maya Plisetskaya Música: Camille Saint-Saëns Coreografia: Mikhail Fokine
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Olga Lepeshinskaya

Olga Lepeshinskaya Vasiliyevna , (28 de setembro de 1916 - 20 de dezembro de 2008 ) foi uma bailarina Soviética. Ela foi nomeada Artista do Povo da URSS em 1951.

Lepeshinskaya formou-se no Bolshoi, Escola Coreográfica e começou a trabalhar no Teatro Bolshoi. Ela começou como Rosina em um balé de O Barbeiro de Sevilha realizada pela segunda fase do teatro. Em 1935, ela desempenhou o papel principal no balé a Fatmen Three 'por Yury Olesha conto de fadas. O balé se tornou muito popular e como a bailarina de 18 anos tornou-se famosa.
Lepeshinskaya apresentou-se em concertos privados no Kremlin de Moscou a partir de 17 anos de idade. Lepeshinskaya estava muito perto de Polina Zhemchuzhina , esposa de Vyacheslav Molotov . Foi um grande choque para ela quando Zhemchuzhina foi preso em um Gulag . Lepeshinskaya era conhecida como "a bailarina preferida de Joseph Stalin "e até mesmo rumores de ser amante dele.


Olga Lepeshinskaya - 90 years celebration

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Raissa Struchkova


Raisa Struchkova nasceu em Moscou em 1925.Formou-se na escola Bolshoi em 1944, na classe de Elisaveta Gerdt. Estreou em 1945 como Lise em La Fille Mal Gardee .Sua dança apresentava linhas precisas, feminilidade suave, a graça irrestrita de técnica de dança perfeita, emotividade e o dom de uma atriz de teatro típicas de Struchkova.


Raisa Struchkova - Раиса Стручкова - Sleeping Beauty

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Natalia Makarova

Nascimento: 21 de outubro de 1940 (71 anos) Leningrado , Rússia , URSS
Outros nomes: Natasha Makarova
Ocupação: Bailarina, coreógrafa
Período em atividade: 1950-presente
Cônjuge : Edward Karkar

Nataliya Romanovna Makarova (nascida 21 de novembro de 1940) é a lendária primeira bailarina soviética nascida na Rússia . A História da Dança, publicada em 1981, observa que "Suas performances estabeleceram normas de arte e de dança que aristocracia chegou a marcá-la como a melhor bailarina de sua geração no Ocidente ". Ela também ganhou prêmios como atriz.

Makarova foi um membro permanente do Ballet Kirov de Leningrado 1956-1970. Logo após Makarova desertou para o Ocidente em 1970, começou a se apresentar com o American Ballet Theatre em Nova York ea Royal Ballet de Londres .

Quando ela chegou pela primeira vez no Ocidente, Makarova estava ansiosa para expandir a sua coreografia de dança de ballets de coreógrafos modernos. Ao mesmo tempo, ela ficou mais conhecida com papéis clássicos, como Odette / Odile em O Lago dos Cisnes e Giselle . Ela foi destaque no American Ballet ao vivo 1976.

Makarova continuou a se destacar em muitos papéis diferentes, principalmente, seu papel-título de Giselle . Ela era pequena e leve, e combinado uma delicadeza e lirismo com formação clássica impecável. Ela dançou com os companheiros russos ídolos de balé em Mikhail Baryshnikov e Rudolph Nureyev.
Em 1989, Natalia Makarova voltou a sua casa , o teatro do Ballet Kirov e se reencontrou com sua família e com antigos colegas e professores. A volta ao lar foi documentado. Depois de sua performance no Kirov, ela se aposentou da dança, doando seus sapatos e roupas para o Museu Kirov.


Nathalia Makarova - Raymonda

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A Mulher na Dança VI - O Balé Inglês

VI - Balé Inglês

Com o esfacelamento das companhias de Diaghilev e Pavlova, muitos de seus melhores bailarinos fixaram-se me Londres, como Cecchinetti, Karsavina e Marie Rambert e os ingleses Lydia Sokolova, Anton Dolin, Alicia Markova e Ninette de Valois. Outros nomes do início do balé inglês foram Adeline Genée, Lydia Kyash e Phyllis Bedells.


Lydia Sokolova

Lydia Sokolova (1896-1974) foi uma bailarina Inglesa. Ela treinou na Academia de Ballet Stedman e aprendeu com luminária como Anna Pavlova e Cecchetti.

Seu nome de batismo é Hilda Tansley Munnings. Ela começou sua carreira no Teatro Savoy , em Londres em 1910 e, em seguida, ingressou na companhia de Mikhail Mordkin para uma excursão do Estados Unidos ea empresa Koslov para uma turnê pela Europa.

Ela se juntou a Sergei Diaghilev 's Ballets Russes em 1913 para se tornar a primeira bailarina da companhia Inglesa . Ela era a principal bailarina caráter da empresa até que ela se separou em 1929. Papel mais famoso Sokolova foi a da Donzela Escolhida Léonide Massine da reformulação de A Sagração da Primavera (1920). Ela ganhou aprovação para "o que é geralmente aceito para ser o solo mais longo e desgastante na história da dança teatral". Outros desempenhos notáveis ​​incluem La fantastique boutique (1919), Il tricorno (1919), Les matelots (1925) e Le Bal (1929).
Após o Ballets Russes dissolvida, Sokolova voltou para a Inglaterra para ensinar, o treinador, o trabalho de coreografia e, ocasionalmente, apresentar. Sua última apresentação foi em 1962, quando ela dançava no Royal Garden Covent Ballet desempenho de Massine do The Ladies bem-humorado .

O Royal Ballet - "Giselle" (1-1)

Esta é uma versão um pouco truncada de "Giselle" produzido e dirigido para a televisão por Margaret Dole em 1959. O elenco é bastante internacional e estelar: Nadia Nerina - Giselle Nikolai Fadeyechev - Albrecht Niels Bjørn Larsen (o dançarino caráter dinamarquês) - Hilarion Lydia Sokolova - A mãe de Giselle de Margaret Hill - Queen of the Willis Peter Wright - escudeiro de Albrecht
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Alícia markova

Nome completo: Lilian Alicia Markova
Nascimento: 01 de dezembro de 1910 Londres , Reino Unido
Morte: 02 de dezembro de 2004 (94 anos) Bath, Somerset , Reino Unido
Nacionalidade: Britânica
Ocupação: Bailarina

Dame Alicia Markova, foi uma bailarina e coreógrafa inglesa, diretora e professora de balé clássico . Mais conhecida por sua carreira com Sergei Diaghilev 's Ballets Russes e turnê internacional, ela foi amplamente considerada como uma das maiores dançarinas de balé clássico do século 20. Ela foi a primeira bailarina britânica a se tornar a principal bailarina de uma companhia de balé e, como Dame Margot Fonteyn , foi reconhecida como uma bailarina absoluta. Ela era uma dançarina fundadora da Rambert Dance Company , do Royal Ballet e American Ballet Theatre , e foi co-fundadora e diretora do Balé Nacional Inglês .

Dame Alicia Markova - Açúcar Fada Solo

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Dame Ninette de Valois (Irlanda, 6 de junho de 1898 - Londres, 8 de março de 2001) foi uma dançarina e coreógrafa nascida em Baltibouys, Irlanda.

Mais notavelmente, ela dançou profissionalmente com Sergey Diaghilev 's Ballets Russes , mais tarde, se transfopmou no Royal Ballet , uma das maiores empresas de balé do século 20 e uma das principais empresas de balé no mundo de hoje. Ela também criou o Birmingham Royal Ballet e Real Ballet School . Ela é amplamente considerada como uma das figuras mais influentes na história do ballet e como a "madrinha" do Balé Inglês.

Ninette de valois_0001.wmv

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Em 1930, Marie Rambert contribuiu para a formação da Camargo Society, que deu impulso ao balé na Inglaterra. Fundou uma companhia particular que em 1935 transformou-se em Ballet Rambert de onde sairam Sally Gilmour e Celia Franca.

Marie Rambert

Dame Marie Rambert DBE (20 de fevereiro de 1888 - 12 Junho 1982) foi uma dançarina judia polonesa e pedagoga da dança, que exerceu uma grande influência sobre balé britânico, tanto como bailarina e professora.


Rambert Dance Company - Luz Eterna

Luz Eterna é Rambert segundo trabalho Director Artístico Mark Baldwin importante para a empresa após a Velocidade aclamado pela crítica constante em 2005. Esta peça foi realizada no Sadler Wells, em Londres, como parte do 2008 Outono temporada.
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Podemos citar também, Lilian Baylis, do Old Vic Theatre que associou-se a Ninette de valois e criou o Vic-Wells Ballet Company e a Sadler's Wells School, que, em 1956, reconhecido como uma das mais importantes companhias de balé da Europa, transformou-se em Royal Ballet e ganhou sede permanente na Royal Opera House, Covent Garden, Londres.

Alicia Markova fez parte dos primeiros astros do Sadler's Wells. Com a saída de Markova, Margot Fonteyn tornou-se a primeira bailarina. Além de Margot Fonteyn , distinguiram-se Pamela may, Moira Shearer , June bare, Violetta Elvin, Svetlana Beriosóva, Naddia Nerina, Anya Linden e Antoinette Sibley.


Adeline genée

Dame Adeline Genée (06 de janeiro de 1878 - 23 de Abril de 1970) foi uma dançarina do balé dinamarques / britânico.

Seu nome correto é Anina Kirstina Margarete Petra Jensen nasceu em Århus , Dinamarca.Aos três anos de idades ,teve aulas de dança com seu tio, Alexandre Genée , que mais tarde, quando tinha oito anos, a adotou e ela passou a usar o sobrenome do tio. Mais tarde, em homenagem aAdelina Patti, estrela da Ópera italiana, adotou o nome de Adelina Benée.

Em 1895, ela tornou-se a bailarina principal no Royal Opera House , em Copenhagen . Posteriormente, em 1896, ela dançou com o Ballet da Ópera de Berlim Tribunal e do Ballet da Ópera de Munique . Em 1897, ela aceitou uma reserva de seis semanas na Inglaterra. Ela ganhou tal sucesso que ficou por dez anos.

Adeline Genee Port De Bras

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Lydia Kyasht

Lydia Kyasht (Kiaksht, Kyaksht) nasceu em São Petersburgo em 1885. Formada pela Escola de Ballet Imperial (classe de P. Gerdt) em 1902 , se juntou ao Teatro Mariisnky. Tornou-se segunda bailarina em 1906 e primeira bailarina em 1908.

Lydia também foi solista com o Balé Bolshoi 1902-1903. Alegou ser a primeira a dançar Fokine da Morte do Cisne , em 1905. Em 1908 foi para Londres como bailarina no Teatro Império, onde permaneceu até 1913.

Lydia também dançou com Ballets Russes de Diaghilev, em 1912 e 1919. Voltou para a Rússia 1914-1917 dançar concertos. Depois que se estabeleceu em Londres fundou sua própria escola de balé. Em 1939 ela também fundou sua própria companhia, que viajou pela Inglaterra e Europa. De 1953-1959 lecionou na Escola Legat. Suas memórias Recordações românticas foram publicados em 1929.



Sally Gilmour

Sally Gilmour - (1921-2004)- era natural da Malásia. Estudou balé, inicialmente, com Tamara Karsavina e ainda na adolescência ingressou na Escola Rambert.

Gilmour foi para a Austrália com o Ballet Rambert em 1947. Obteve particular sucesso no papel de "Gisele" na produção Rambert e, durante o período que esteve na Austrália, criou o papel de Felice em "Noite de Inverno".

Casou em 1948 em Melburn. Ficou na Austrália até 1950, quando voltou a Londre e para o Ballet Rambert. Dançou com a Companhia de 1950 até 1953 e depois retornou à Austrália.


Célia Franca


Nome completo: Franks Celia
Nascimento: 25 de junho de 1921 Londres, Inglaterra
Morte: 19 fevereiro de 2007 (85 anos) Ottawa, Ontario
Conhecida como: a fundadora do Ballet Nacional do Canadá
Prêmios: Ordem do Canadá , Ordem de Ontário

Célia Franca foi a fundadora do Balé do Canadá em 1951 e sua diretora por 24 anos.
Fez sua estréia profissional aos 14 anos. Ela chamou a atenção do coreógrafo Walter Gore e com sucesso o teste para Marie Rambert 's companhia de ballet em 1936. Ela mudou seu nome para Franca na emulação de Alice Marks, que mudou a dela para Alicia Markova .
Em 1941, aos 20 anos, foi reconhecida como uma das melhores bailarinas dramáticas no Sadler Wells. Em 1947 ela entrou para o Ballet Metropolitano como solista. Foi lá que começou a coreografar para a televisão, criando os primeiros dois balés - Véspera de St. Agnes e Dança de Salomé - encomendados pela BBC .
Em 1950, um grupo de Toronto balletomanes pediu a Franca para iniciar uma empresa canadense clássica. Uma mulher determinada que prosperou sobre os desafios, ela fez o impossível em apenas 10 meses - apoiando-se como arquivista na loja da Eaton departamento, recrutou e treinou dançarinos, encenando alguns Concertos. Organizou uma escola de verão, reuniu uma equipe talentosa.
Celia e Betty Oliphant fundaram a Escola de Ballet Nacional do Canadá em 1959 para formar bailarinos para a Companhia.



Margot Fonteyn

Margot Fonteyn nasceu Margaret Hookham em 18 de maio de 1919, filha de um pai inglês e de uma mãe irlandesa descendente de brasileiros, sendo filha de um industrialista chamado Antonio Fontes. No começo de sua carreira, Margaret transformou Fontes em Fonteyn e Margaret em Margot.

Em 1931, Margot Fonteyn entrou para a escola de balé do Sadler's Wells. Ninette de Valois e seu coréografo, Frederick Ashton, investiram em suas qualidades excepcionais: lírica, dramática, musical e suas proporções físicas perfeitas. Em 1935, Fonteyn tornou-se a primeira bailarina com apenas dezesseis anos, dançando juntamente com Robert Helpmann. Em A bela adormecida, Margot interpretou a Princesa Aurora, conduzindo o futuro Royal Ballet a um período de glória em sua nova sede, no Convent Garden (1946), e à sua primeira e famosíssima temporada em Nova Iorque (1949).

Sua maior contruibuição artística deu-se ao lado de Ashton, pois era sua musa inspiradora e uma intérprete ideal a inúmeras criações do coréografo, entre as quais se destaca Ondine, de 1958. O ápice de sua parceria de dança com Michael Somes aconteceu durante a primeira visita do Royal Ballet à Rússia, em 1961.

Logo depois, Margot Fonteyn começou a dançar com o bailarino soviético exilado Rudolf Nureyev, vinte anos mais jovem do que ela. Fonteyn e Nureyev eram idolatrados até Margot se aposentar em 1979.

Em 1955, Margot casou-se com o diplomata panamenho Roberto Arias, filho de um ex-presidente panamenho. Arias ficou paralítico após ser baleado em 1964 por um antigo colega de partido que suspeitava de ter um caso com a sua mulher. Depois que se afastou do palco, ela dedicou-se ao marido até a morte dele, em 1989, vivendo em sua fazenda no Panamá.

Antes de morrer, Margot Fonteyn foi homenageada, junto com Nureyev, como a grande dama do balé do século XX.


Margot Fonteyn Rose Adagio

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Margot Fonteyn e Rudolf Nureyev - Ensaio 'Oferta Aniversário "(1968)

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Fonteyn e 'Giselle' Nureyev 1962

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A Mulher na Dança V - O Balé Moderno

V - Balé Moderno

Cinco países lideram a dança em nossos dias: Inglaterra, Dinamarca, antiga União Soviética, França e estados Unidos.

A Mulher na Dança IV - Isadora Duncan

IV - O Balé de Isadora Duncan


Nome completo: Angela Isadora Duncan
Nascimento: 27 de Maio de 1877 São Francisco
Morte: 14 de setembro de 1927 (50 anos) Nice
Ocupação: bailarina

Isadora Duncan foi uma bailarina dos Estados Unidos.
Isadora foi a segunda filha das quatro tidas pelo casal Dora Gray Duncan, pianista e professora de música e Joseph Charles, poeta.

Considerada a pioneira da dança moderna, causou polêmica ao ignorar todas as técnicas do balé clássico. Sua dança foi inspirada pelas figuras das dançarinas nos vasos gregos encontrados, segundo algumas fontes, no Museu do Louvre; já outras fontes informam que tais vasos foram vistos pela bailarina no museu britânico.

Isadora uma autodidata, representa um fenômeno especial na história da dança e do balé. Repudiando todos os artificialismos e restrições técnicas, vestia túnicas leves e trazia os pés descalços ao dançar.Improvisava e nunca usou qualquer das regras acadêmicas.Foi chamada de impressionista, pois sugeria as emoções em lugar de ordená-las em relato racional.
O cenário simples, era composto apenas por uma cortina azul. Outro ponto forte na dança de Isadora é que ela utilizava músicas até então tidas apenas como para apreciação auditiva. Ela dançava ao som de Chopin e Wagner e a expressividade pessoal e improvisação estavam sempre presentes no seu estilo.

Isadora tinha personalidade forte e não se curvava à tradições.Dançava só, sem corpo de baile ou companheiro. Imitava antigas danças gregas, as ondas do mar, o vôo dos pássaros.
A sua maneira inovadora de dançar, inaugurou uma nova forma de dança, hoje conhecida como "Dança Moderna".

Isadora era de extrema pobreza técnica, não deixou escola, pois era individualista. Mesmo assim , deixou imitadores e seguidores como Mary Wigman, Rudolf von Laban, os Sakharoff. Kurt Jooss, Martha Graham e José Limón.


Mary Wigman

Mary Wigman (13 de novembro, 1886 - 18 Setembro 1973) foi uma dançarina alemã, coreógrafa e professora de dança. Uma pioneira da dança expressionista , seu trabalho foi elogiado por trazer o mais profundo dos existenciais experiências para o palco. Ela se tornou uma das figuras mais emblemáticas da cultura alemã de Weimar e é considerado uma das figuras mais importantes da história da dança européia.

Dança Mary Wigman da Bruxa

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Martha Graham

Nascimento: 11 de Maio de 1894 Allegheny, Pensilvânia, Estados Unidos
Morte: 1º de abril de 1991 (96 anos) Nova Iorque
Nacionalidade estadunidense
Ocupação: Dançarina
Prémios: Prémio Honorário do Kennedy Center (1979)
Medalha Presidencial da Liberdade (1976)
Medalha Nacional das Artes (1985)
Movimento estético: Dança Moderna

Martha Graham (11 de maio de 1894, Condado de Allegheny, Pensilvânia – 1 de abril de 1991, Nova Iorque) foi uma dançarina e coreógrafa estadunidense que revolucionou a história da Dança Moderna.

O impacto que a dança de Martha Graham causou nos palcos é frequentemente comparado à influência que Picasso teve para a pintura em seu tempo, ou Stravinsky na música, ou Frank Lloyd Wright na arquitetura. As suas contribuições transformaram essa forma de arte, revitalizando e difundindo a dança ao redor do mundo.

Na sua busca por uma forma de expressar-se mais honesta e livremente, ela fundou a Martha Graham Dance Company, uma das mais conceituadas e antigas companhias de dança nos Estados Unidos.

Dança Moderna (Martha Graham - No Id)

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Em 1898 Isadora foi para Londres em busca de reconhecimento profissional. Lá consolidou sua fama, fazendo sua primeira apresentação em Paris no ano de 1902. Em 1908 escreve The Dance.
No ano de 1916 ela vai ao Brasil e se apresenta no Teatro Municipal, no Rio de Janeiro, nesta época ela estava com 38 anos de idade. Em 1920 vai para Moscou.

Na mesma época de Isadora, o professor e compositor suíço Émile Jacques-Dalcroze criou um sistema de educação do indivíduo baseado na ginástica, no solfejo e no rítmo - a eurritmia, que interessou a diversos artistas, como Marie Rambert. Hoje em dia, as melhores escolas de Balé não dispensam esse método, especialmente na educação das crianças.
Fontes: wikipédia e Enciclopédia Barsa, vol.3

Isadora Duncan-Telling Tales

Ano peça de dança 12 para Telling Tales. Com base na Contemporânea Pioneer Isadora Duncan.
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A Mulher na Dança III - O Balé do séc. XIX

III - Balé do século XIX

Nesse século tornaram-se famosas a bailarina italianas: Marie Taglioni, Fanny Cerrito, Carlotta Grisi, a austríaca Fanny Elssler e a dinamarquesa Lucile Grahn. Todas elas atuaram na Ópera de Paris.
Em meados do século XIX, começaram a aparecer na Europa, as bailarinas russas, e a partir daí, impuseram-se e predominou o sexo feminino em virtude da idealização da mulher, fenômeno próprio do Romantismo.
Fonte: Enciclopédia Barsa, vol.3

Marie Taglioni

Marie Taglioni (23 de abril de 1804 - 24 de abril de 1884) foi uma famosa bailarina Italiana / Sueca do ballet romântico.Foi uma figura central na história da dança européia.
Marie Taglioni foi uma das bailarinas mais famosas do balé romântico, que foi cultivado primariamente no Teatro de Sua Majestade , em Londres, e no Théâtre de l'Académie Royale de Musique de Paris Opera Ballet .

Taglioni inaugurou o Romantismo na dança, que antes já dominara a literatura, a música, o drama e a pintura. As bailarinas se tornaram seres etéreos, quase irreais. Marie taglioni revolucionou toda a técnica e a estética da dança. Criou o sapato de ponta, que deu à bailarina a possibilidade de flutuar nas pontas dos pés e executar proezas técnicas, e o vestido que se tornou obrigatório para as bailarinas clássicas: o tutu- (vestido semi-longo, de tule, com um corpete justo, que possibilita total liberdade para os movimentos)
Fonte: enciclopédia Barsa, vol.3

Vestido "tutu"


Fanny Cerrito

Fanny Cerrito, originalmente Francesca Cerrito (11 de Maio de 1817-6 maio 1909) foi uma bailarina e coreógrafa italiana. Ela também foi uma das poucas mulheres no século 19 para ser reconhecido por seu talento como coreógrafa.

Nascida em Nápoles, ela estudou com Carlo Blasis e coreógrafos franceses Jules Perrot e Arthur Saint-Leon, o último com quem ela foi casada de 1845-1851. Fanny Cerrito foi treinada na escola de ballet de San Carlo Opera House, mais tarde sob a supervisão de Salvatore Taglioni. Sua primeira apresentação foi feita em 1832, onde ganhou reconhecimento quase que imediatamente. Em 1836-37 sua fama começou a se espalhar para além da Itália, onde apareceu em Viena para revelar algumas de suas próprias obras de dança.

De 1838-1840, ela continuou a dançar com o balé La Scala em Milão, onde ela ganhou ainda mais atenção. Em 1843 Marie Taglioni e Cerrito dançaram no mesmo programa no Milan. Este evento causou tanta emoção a cidade dividiu-se entre as duas grandes bailarinas e rivais. Enquanto em Milão Fanny começou sua colaboração com Jules Perrot, durante o qual coreografou Ondine (1843), bem como Alma (1842) e Lalla Rookh (1846). Mais tarde, em 1845, seu talento coreográfico passou a ser reconhecido depois de apresentar seu próprio ballet Rosida. Durante nove temporadas, de 1840-1848, Cerrito se tornou uma dançarina muito respeitado no Teatro de Sua Majestade.

Pas de Quatre - Cerrito Variation

Variação da bailarina Fanny Cerrito no Grand Pas de Quatre - Remontada para o Ballet Kirov, po Anton Dolin - Coreógrafo que resgatou este ballet do Período Romântico.
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Carlotta Grisi

Carlotta Grisi , cujo verdadeiro nome Caronne Adele Josephine Marie Grisi (28 de junho de 1819 - 20 de maio de 1899) foi uma dançarina italiana de balé nascida em Visinada , Istria (agora parte da Croácia ). Ela foi treinada no ballet escola de Teatro alla Scala de Milão e mais tarde com a dançarina / balletmaster Jules Perrot . Ela foi especialmente notado para o papel de Giselle .


Carla Fracci e Vladimir Vasiliev em Giselle

Aqui, Carla Fracci como Carlotta Grisi e Vasiiev Vladimir como Lucien Petipa recriar o original Giselle pas de deux.
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Fanny Elssler

Fanny Elssler (23 de junho de 1810, Gumpendorf (hoje um bairro de Viena ) - 27 de Novembro de 1884, Viena), nascido Franziska Elßler , era uma bailarina austríaca do "período romântico".

Cachucha

A austríaca fanny Elssler presenteou em 1836, sua versão do baile da Cachucha na Ópera de paris
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Lucile Grahn

Lucile Alexia Grahn (30 de junho de 1819 - 4 de Abril 1907) foi a primeira bailarina dinamarquesa de renome internacional e era uma das bailarinas populares do ballet romântico.
Ela estreou oficialmente em 1834 no teatro e assumiu o papel principal de Astrid no Bournonville de Valdemar em 1835. Logo a relação entre Bournonville e Grahn começou a azedar quando ela ansiava a dançar com o famoso Paris Opera Ballet . Ela finalmente recebeu a permissão real para sair, depois de sua partida em 1836, ela nunca voltou para a Dinamarca.

Solo Inês Drumond- Pas de Quatre

Solo de Inês Drumond, interpretando Fanny Cerrito no Pas de Quatre de Pugni de 1845- No começo tem a participação das bailarinas Eleonora Greca interpretando Maria Taglioni e Vânia Kesikowsky interpretando Lucile Grahn
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A Mulher na Dança II - Balé Clássico e Moderno

II - Balé Clássico e Moderno

Balé é uma representação cênica, em que se combinam dança(bailado), música, pantomima, cenário e figurinos para dar a um enredo ou argumento (libreto), interpretação visual tão completa que dispensa a palavra.

A princípio, no século XVI, o balé era ainda um folguedo, um divertimento de salão. Os primeiros balé franceses, do tempo de Catarina de Médicis, como o Ballet Comique de la Reine, eram ainda uma dança cortesã.

Aos poucos, a dança se estilizou, transformou-se em teatro com coreografia montada e executada por profissionais, bailarinos, ginastas e atletas. Diversificou-se em duas modalidades: dança pura ( acrobática, alto requinte técnico, sem características de bailado imitativo, enquadrável entre as danças abstratas) e dança dramática( mais próxima do balé original, de sociedade, como apresentação mímica de uma história ou tema).

A dança ganhou grande impulso com Luis XIV, que fundou em 1661 a Academia Real de Dança, transformada em 1669 na Academia Real de Música e Dança.Os artistas eram sempre do sexo masculino, inclusive para os papéis femininos. Em 1681, Lully incluiu, pela primeira vez, mulheres como bailarinas em seu "O Triunfo do Amor".

Com a morte de Luís XIV, o balé tornou-se profissional. A Ópera de Paris converteu-se no centro mundial da dança, durante todo o século XVIII. Bailarinas mulheres passaram a ocupar os primeiros lugares nos espetáculos e contribuíram para o aperfeiçoamento da arte.
Fonte: Enciclopédia Barsa, vol.3


Marie Anne de Cupis de Camargo (Bruxelas, 1710 — 1770).

Marie Camargo foi uma dançarina belga, responsável por muitas mudanças técnicas e de estilos no balé. Criou o "entrechat à quatre", o "jieté" e o "pas-de-basque", encurtou os vestidos até acima dos tornozelos e calçou sapatos sem saltos.

Aos 16 anos, fez sua primeira apresentação, no teatro Ópera de Paris, em um balé de Jean Balon, chamado "Caractères de la Dance". Devido ao sucesso, seguiram-se várias apresentações em mais de 78 balés e óperas. Rápida e muito ágil, ela aperfeiçoou os passos com saltos (o entrechat e o cabriole), os quais eram somente executados por homens. Foi também responsável por estabelecer a manutenção de uma perna elevada a 90 graus do quadril. Encurtou as saias de balé, para facilitar a execução de passos mais complexos e possibilitar que fossem mais bem apreciados pela platéia.
Tirou os saltos dos sapatos de balé, facilitando assim a execução de saltos mais complicados. Parou de dançar em 1734, quando tornou-se amante do Conde de Clemont, mas retornou 7 anos depois apresentando-se várias vezes, com enorme sucesso.

Camargo era uma perspicaz mulher de negócios e permitiu que seu nome fosse usado em anúncios de sapatos e perucas. Em 1751 se aposentou com uma pensão do governo francês.
Em 1930 foi fundada em Londres, a Sociedade Camargo, que se propunha a montar a cada ano espetáculos de balé e se possível com obras novas. Esta sociedade conseguiu ajudar a estabelecer o Vic-Wells Ballet, hoje o Royal Ballet.
Fonte: Wikipédia


Marie Sallé

Marie Sallé (1707-1756) foi uma bailarina e coreógrafa francesa conhecida por suas expressivas, performances dramáticas ao invés de uma série de "saltos" e frolics típicos de ballet de seu tempo. Como coreógrafa, ela integrou música , trajes e estilos de dança de seus balés com seus temas, antecipando assim as reformas feitas pelo coreógrafo Jean-Georges Noverre no final do século 18. Ela argumentou que os trajes devem reflectir e representar a personagem, uma idéia nova na época. Marie aboliu o penteado alto e adornado, o corpinho justo e a saia balão. Soltou os cabelos e vestiu uma espécie de túnica de musselina branca que causou choque e deleite, rebelando-se contra o traje tradicional da época.

Sallé estudou com a bailarina Françoise Prévost , que patrocinou a sua estreia em 1721 na Ópera de Paris . Salle e Marie Camargo foram duas alunas mais proeminentes de Prévost. Embora as duas dançarinas estudaram juntas, elas formaram abordagens muito diferentes para sua dança. Marie Camargo tornou-se a técnica, enquanto Sallé tornou-se a atriz. Sallé transformou em um pas de deux para ela e um homem, permitindo a exibição de emoções entre os dois. Em 1734 ela coreografou e interpretou o Pigmalião, sua obra mais famosa. De acordo com Susan Au, sua coreografia "deu a impressão de uma conversa dançada" ( Ballet e Dança Moderna 32). Este trabalho possibilitou a Sallé subir para a fama, e ela viajou para Paris para dançar para o rei e a rainha. Sallé se aposentou em 1740.
Fonte: wikipédia e Enciclopédia Barsa, vol.3

A Mulher na Dança I - Histórico


I - Histórico da dança

A dança é uma das três principais artes cênicas da Antiguidade, ao lado do teatro e da música.
A dança é a arte de movimento humano, plástico-rítmica, abstrata ou expressiva, realizada individual ou coletivamente. A dança possui três aspectos, a saber: o dinâmico, o plástico e o rítmico, ou o de movimento, o da posição de linhas e formas e o da medida em que esses movimentos e formas são executados no tempo.

Dança característica de um país ou região é aquela onde são utilizadas as formas populares. Hoje existem Companhias de danças indianas, russas e espanholas, e muitos outros países que formam conjuntos dessa natureza, inclusive o Brasil.

Dança Folclórica particularmente é caracterizada por uma sequência de passos que transmitem uma dança de forma social com base nos costumes e na tradição de um povo, sendo passada de geração a geração.


Dança Folclórica do Nordeste Brasileiro


As danças sempre foram um importante componente cultural da humanidade. O folclore brasileiro é rico em danças que representam as tradições e a cultura de uma determinada região. Estão ligadas aos aspectos religiosos, festas, lendas, fatos históricos, acontecimentos do cotidiano e brincadeiras.
As diferentes danças brasileiras, assim como o povo brasileiro, provém das mesnas raízes européia, africana e indígena.

No Sul- influência nitidamente européia, as danças divergem muito das demais praticadas no restante do Brasil.

No Centro -Na região de Goiás, Mato Grosso, Minas gerais e São Paulo nota-se aspectos sertanejos, bem como acentos do Sul ( influencias trazidas do sul), notadamente em São Paulo, e influência negra do leste, especialmente em Minas gerais e São Paulo.

No Leste - a zona litorânea da Bahia, Espírito Santo e Rio de janeiro é dominada pela influência africana que se ramifica por todo o país. Caracteriza-se pelo batuque profano e o candomblé ou macumba religiosa, além do famoso samba dos morros cariocas, da Bahia e de São Paulo.

No Nordeste - a região nordestina é a que possui o folclore mais farto do país. Sua variedade de danças, músicas e tipos humanos é imensa. Uma das danças folclóricas de coreografia mais rica em todo o mundo é o frevo pernambucano.

Amazônia - ainda sofre grande influência de seus primitivos habitantes, com muitas lendas indígenas das mais poéticas e imaginosas. A Amazônia possui poucas danças e uma das mais características ´r o sairé (arco), espécie de préstito religioso-pagão.

Danças Antigas- entre as danças que desapareceram até o séc. XX, diversas foram muito populares em todo o país, destacando-se o "lundu", do Brasil Colonial. Outra dança que fes furor nos salões brasileiros, em fins do séc. XIX, foi o "maxixe", dança urbana, de par enlaçado, filiada ao lundu e à habanera mexicana.
Entre outras danças desaparecidas, encontram-se a chula, a maria-cachucha, fofa, sorongo, miudinho, polca e mazurca, quadrilha, solo inglês, esquinado, comporta, arrepia, sarambeque, dança-dos-jardineiros e dança-dos alfaiates.

Balé Clássico e Moderno - O Balé é uma representação cênica, em que se combinam dança (bailado), música, pantomima, cenário e figurinos para dar a um enredo ou argumento (libreto), interpretação visual tão completa que dispensa a palavra.

A princípio, no século XVI, o balé era ainda um folguedo, um divertimento de salão. Os primeiros balés franceses, do tempo de catarina de Médicis, como o Ballet Comique de la Reine, eram ainda uma dança cortesã.

Ao poucos a dança se estilizou, transformou-se em teatro, com coreografia montada e executada por profissionais, bailarinos, ginastas e atletas.

Diversificou-se em duas modalidade: a) dança pura(acrobática, alto requinte técnico, sem características de bailado imitativo, enquadrável entra as danças abstratas) e b) dança dramática ( mais próxima do balé original, de sociedade, como apresentação mímica de uma história ou tema)

A Dança ganhou grande impulso com Luís XIV, que fundou em 1661, a Academia Real de Dança, transformada na Academia Real de Música e Dança, em 1669.

Os artistas eram sempre do sexo masculino, inclusive para os papéis femininos. Em 1681, Lully incluía, pela primeira vez, mulheres como bailarinas em seu "O Triunfo do Amor".

Com a morte de Luís XIV, o balé tornou-se profissional. A Ópera de paris converteu-se no centro mundial da dança durante todo o século XVIII. Bailarinas mulheres passaram a ocupar os primeiros lugares nos espetáculos e contribuiram para o aperfeiçoamento da arte.

Marie Camargo criou o "entrechat à quatre", o "jieté" e o "pas-de-basque", encurtou os vestidos até acima dos tornozelos e calçou sapatos sem saltos.

Marie Sallé aboliu o penteado alto e adornado, o corpinho justo e a saia balão, soltou os cabelos e vestiu uma espécie de túnica de Musselina branca.

Durante o reino de Luís XVI, apresentaram-se muitos bailados, pelos quais Maria Antonieta se interessava.

sábado, 10 de março de 2012

Mulher na Música

Desde a antiguidade, o universo musical era um tanto machista, onde a presença da mulher foi ofuscada ou relegada ao segundo plano, por puro preconceito social ou por ignorância.
Mesmo assim, as mulheres têm sido e continuam a ser algumas das maiores expressões na música cantada (ópera), e em alguns instrumentos de concerto. As mulheres ocupam boa parte dos lugares como músicos nas orquestras e também como Maestrinas, porém, a verdade é que são raras as que realmente se destacaram como compositoras.
Em todos os períodos da história da música houve, praticamente, um monopólio do sexo masculino no que diz respeito à música em si e, também, no que se refere aos libretos e textos dramáticos para canções e óperas.
O período mais recente, o Moderno ou Contemporâneo tem feito justiça às mulheres compositoras, promovendo mais igualdade de oportunidades.
Jocy Oliveira, uma das precursoras,no Brasil, da emancipação feminina no que se refere à música, diz: "é claro que esgueirar-se como pioneira num universo masculino não é fácil". No entender de Jocy, a participação da mulher no mundo musical ainda está longe de ser uma realidade "é só examinar os programas das orquestras, instituições e organizações musicais em todo o mundo."
Fonte: Sinfonia Virtual

Abaixo mulheres que se destacaram como compositoras

HILDEGARD VON BINGEN (1098-1179)


Nascimento: 1098 em Bermersheim vor der Höhe, Alemanha
Morte: 17 de setembro de 1179 em Mosteiro de Rupertsberg, Alemanha
Veneração: por Igreja Católica
Beatificação: Data ignorada. Veneração pública autorizada em 1324 pelo papa João XXII.
Canonização: 1584, em canonização administrativa autorizada pelo papa Gregório XIII, sem cerimônia solene.
Principal templo: Igreja de Santa Hildegard, Eibingen, Alemanha
Festa litúrgica: 17 de setembro

Santa Hildegarda de Bingen, em alemão Hildegard von Bingen ,foi uma monja beneditina, mística, teóloga, compositora, pregadora, naturalista, médica informal, poetisa, dramaturga e escritora alemã, e mestra do Mosteiro de Rupertsberg em Bingen am Rhein, na Alemanha.
A técnica da música de Hildegarda se insere em linhas gerais, mas com diferenças importantes, no contexto do canto gregoriano.Não fez uso dos recursos harmônicos e rítmicos que estavam sendo introduzidos pelos proto-polifonistas da Catedral de Notre-Dame de Paris, e sua música, até onde se pôde descobrir, é inteiramente monódica (canto de uma só voz) e melódica, embora ela possivelmente estivesse familiarizada com a técnica do organum e o estilo de seu melodismo incorpore elementos da vanguarda musical de sua época e seja ele mesmo inovador em vários aspectos.
A produção de Hildegarda está compreendida em duas obras: o auto sacro Ordo Virtutum (A Ordem das Virtudes) e a Symphonia armonie celestium revelationum (Sinfonia da Harmonia das Revelações Celestes), uma coletânea heterogênea de 77 canções para uso litúrgico ou semi-litúrgico. É importante assinalar que sua produção poética-musical é toda de cunho moralizante e pedagógico, está intimamente ligada aos seus escritos teológicos, e foi-lhe inspirada durante suas inúmeras visões.
Fonte: wikipédia

Hildegard Von Bingen - Four Pieces - Prima

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Viridissima - Hildegard von Bingen

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Hildegard von BINGEN - Ave generosa

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FANNY MENDELSSOHN (1805-1847)



Nome completo: Fanny Cäcilie Mendelssohn
Nascimento: 14 de Novembro de 1805
Morte: 14 de Maio de 1847 (41 anos)
Nacionalidade: Alemã
Cônjuge: Wilhelm Hensel
Filho(s): Sebastian Ludwig Felix Hensel
Ocupação: Compositora, pianista

Fanny Cäcilie Mendelssohn, mais tarde Fanny Hensel,foi uma pianista e compositora da Alemanha, irmã de Felix Mendelssohn; ambos netos do filósofo Moses Mendelssohn. Ela é a primeira compositora importante do mundo.
Como mulher Fanny não podia pensar em exercer uma profissão séria. Por isso recebeu aulas de música somente para ser amadora e não para ser profissional como seu irmão Felix. Mesmo assim Fanny aprendeu com grande velocidade. Tornou-se uma pianista extraordinária e começou a compor desde criança.
Presa aos preconceitos da época a própria família teve vergonha do fato que Fanny queria ser compositora e não somente uma dona de casa em uma família tradicional da classe média alta.
Em 1829, depois de um namorado de vários anos, Fanny casou com o pintor artista Wilhelm Hensel e no ano seguinte deu à luz seu único filho, Sebastian Ludwig Felix Hensel.
O marido gostou das atividades musicais de sua esposa e ela teve oportunidades de organizar apresentações em casa. Em seguida 1838 ela tocou também publicamente, e em 1846 ela publicou alguns cânticos no estilo Lied.
Fanny Hensel morreu em Berlin em 1847 depois de um ataque de apoplexia.
São conhecidas 466 composições de Fanny. Entre elas predominam cânticos no estilo Lied, o que era muito popular nesta época, e músicas para piano. A maior obra dela é o "Oratorium nach Bildern der Bibel" (Oratório segundo imagens da Bìblia), 1831, para coral, orquestra e solistas, uma belíssima obra romântica. Pelos preconceitos da época a obra nunca foi dada e estreiou somente em 1987 pelos maestros Elke Mascha Blankenburg, Wolfhagen Sobirey e Axel Bergstedt, na Alemanha.
Fonte : Wikipédia

Fanny Mendelssohn-Hensel - Oratorium nach Bildern der Bibel

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MARIA ANNA MOZART (1795-1829


Nome Completo: Maria Anna Walburga Ignatia Mozart
Apelido: Nannerl
Nascimento: 30 de julho de 1751
Morte: 29 de outubro de 1829

Maria Anna Walburga Ignatia Mozart foi uma musicista na Europa do século XVIII. Ela era a irmã mais velha de Wolfgang Amadeus Mozart. Maria Anna e Wolfgang foram os dois filhos de Leopold Mozart e Anna Maria Pertl Mozart que sobreviveram. Quando adulta, foi conhecida por Marianne.
Nannerl iniciou seus estudos de teclado com seu pai, aos sete anos de idade, quando demonstrou ser uma criança prodígio. Leopoldo, seu pai, a levava com seu irmão em turnês a cidades como Viena e Paris, explorando seus talentos. No início, Nannerl ganhava grande audiência e era reconhecida como uma excelente tecladista, Nannerl tinha tanto talento quanto seu irmão Wolfgang. Contudo, devido à opinião dos pais e os costumes sociais da época, ficou claro que seria impossível para Maria Anna seguir carreira. Depois de 1769, não foi mais permitido que ela demonstrasse o seu talento nas viagens junto a seu irmão, visto que ela já tinha alcançado idade para se casar. Enquanto Wolfgang viajava pela Itália com seu pai alcançando grandes triunfos durante os anos da década de 1770, Marianne ficava em casa com sua mãe, em Salzburgo. Marianne ficou em casa também com seu pai quando Wolfgang visitou Paris e outras cidades (1777-1779) junto de sua mãe.
Há evidências de que Marianne compôs músicas em cartas nas quais seu irmão elogia seu trabalho, mas nas diversas correspondências deixadas pelo seu pai não há nenhuma menção às suas composições, e nenhuma sobreviveu.
Fonte: Wikipédia


CLARA SCHUMANN (1819-1896)


Nome Completo: Clara Schumann
Nascimento: 13 de setembro de 1819 - Leipzig - Saxõnia
Morte: 20 de maio de 1896

Clara Schumann, nascida Clara Josephine Wieck foi uma pianista e compositora romântica alemã. Era casada com o também compositor Robert Schumann.
Desde muito jovem, aprendeu a técnica do piano com seu pai, Friedrich Wieck. A mãe, Marianne, era um excelente musicista e dava concertos. Quanto Clara tinha 4 anos, os pais se divorciaram, e posteriormente Friedrich ganhou a custódia da menina. Aos 5 anosm,. Clara começou a ter lições de piano mediante a disciplina rígida do pai. A partir dos 13 anos desenvolveu uma brilhante carreira pianística, apresentando-se em vários palcos pela Europa.
Aos 14 anos, começou a compor o Concerto para piano em lá menor, que foi apresentado quando ela tinha 16, tendo a regência de Felix Mendelssohn.
Destacou-se também pela performance de compositores românticos da época, como Chopin e Carl Maria Von Weber.
Na adolescência iniciou um romance com Robert Schumann que na época era aluno de seu pai.
Depois do casamento, Clara e Robert começaram uma longa colaboração, ele compondo e ela interpretando e divulgando suas composições. Clara continuou a compor, mas a vida em comum era complicada, pois ela foi forçada a parar a carreira por diversos períodos, devido às 8 gestações e, apesar de Schumann aparentemente encorajar sua criação musical, ela abdicou muitas vezes de sua carreira como compositora para promover a do marido. A situação era agravada por várias diferenças entre o casal: Clara adorava turnês, Robert as odiava; ele precisava de silêncio e tranquilidade para praticar, o que significa que Clara ficava em segundo plano, pois somente após o estudos do marido ela poderia ter suas horas de estudo.
Outro problema eram as constantes crises nervosas do marido, que fizeram Clara assumir as responsabilidades familiares sozinha. A pior crise de sua vida aconteceu quando Schumann entrou em depressão crônica, o que obrigou a família a interná-lo num manicômio, onde ficou por dois anos, até sua morte. Após 14 anos de casamento, Clara ficou sozinha com os filhos, tendo que dar aulas e apresentações para sustentar a família.
A partir daí, ironicamente, ela ficou livre para compor e dar concertos, e sua carreira finalmente se desenvolveu. A amizade com Johannes Brahms foi o principal sustentáculo nesse período, o que deu margem a fofocas de que os dois teriam um romance. Foram anos de colaboração mútua, já que os dois artistas eram defensores ferrenhos da estética romântica ligada a um padrão mais formal, e opositores de Wagner e Liszt.
A amizade durou até o final da vida de Clara. Os últimos anos da compositora foram marcados por uma brilhante carreira como professora e o reconhecimento como concertista, chegando até a ser comparada com Liszt.
Fonte : Wikipédia


Clara Schumann - Sonata para Piano em Sol menor - 1. Allegro

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Clara Schumann - Prelúdio e Fuga Op.16, N º 2

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LILI BOULANGER (1893-1918)


Nome Completo: Marie-Juliette Olga Lili Boulanger
Nascimento: 21 de agosto de 1893
Morte: 15 de março de 1918

Marie-Juliette Olga Lili Boulanger mais conhecida como Lili Boulanger,foi uma compositora Francesa, irmã mais nova da compositora e professora Nadia Boulanger.

Obras

Faust et Hélène, cantata para mezzo-soprano, tenor, barítono e orquestra (1913)
D'un matin de printemps, orquestra (1917-18)
D'un soir triste, orquestra (1917-18)
Psaume 24, tenor, coro, órgão e orquestra (1916)
Psaume 129
Psaume 130 (Du fond de l'abîme) - alto, tenor, coro, órgão e orquestra (1910-17)
Vieille Prière Bouddhique
Pie Jesu
Fonte: Wikipédia


Lili Boulanger - Pie Jesu (1918)

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Lili Boulanger: Cortège (1914)

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NÁDIA BOULANGER (1887-1979)


Nome completo: Nádia Juliette Boulanger
Nascimento: 16 de setyembro de 1887
Morte: 22 de outubro de 1979


Nadia Juliette Boulanger foi uma compositora francesa de música erudita renomada educadora musical. Foi professora de diversos compositores de grande relevância no século XX.
Nadia era filha Ernst Boulanger, compositor e professor do Conservatório de Paris. Sua mãe, de origem russa, foi aluna de seu pai em Paris, antes de se casarem.
Nadia Boulanger entrou para o Conservatório de Paris com a idade de 10 anos, para estudar harmonia e composição. Ela chamou a atenção do mundo quando, em 1908, concorreu ao Prêmio de Roma escrevendo uma fuga instrumental na primeira fase, quando era exigida uma fuga vocal. Mesmo assim ela foi classificada pelo júri, ganhando o segundo-prêmio.
Na década de 1920 ela parou de compor, chocada pela morte de sua irmã Lili Boulanger, que considerava uma compositora muito mais talentosa. A partir de então Nádia dedicou-se a dar aulas e promover a obra de sua irmã.
O primeiro cargo oficial como professora foi no Conservatoire Femina Musique, de Paris, onde assumiu uma cadeira de piano em 1907. Mas já dava aulas particulares desde 1903. Tornou-se uma dos maiores professores de composição do século XX, e foi a primeira mulher a destacar-se como regente. Entre 1920 e 1939 regeu as cadeiras de harmonia, contraponto, história da música, análise musical, órgão e composição na Ecole Normale de Musique. Foi fundadora do Conservatório Americano de Música em Fontaineblau em 1921, assumindo sua direção em 1948. Entre 1946-1957 foi titular de piano acompanhador no Conservatório de Paris.
Fonte: Wikipédia


GERMAINE TAILEFÈRRE - (1892-1983)


Nome Completo: Marcelle Taillefesse
Nascimento: 19 de abril de 1892 - Saint-Maur-der-Fossés - Val-de-Marne - França
Morte: 07 de novembro de 1983 - Paris
ocupação: compositora

Germaine Tailleferre foi uma francesa compositora e único membro feminino do grupo de compositores famosos Les seis .
Ela nasceu Marcelle Taillefesse em Saint-Maur-des-Fossés , Val-de-Marne , França , mas quando era jovem, ela mudou seu sobrenome para "Tailleferre" a despeito de seu pai, que havia se recusado a apoiar os seus estudos musicais. Ela estudou o piano com a mãe em casa, compondo obras curtas, depois ela começou a estudar no Conservatório de Paris , onde conheceu Louis Durey , Francis Poulenc , Darius Milhaud , Georges Auric e Arthur Honegger . No Conservatório de Paris suas habilidades foram premiadas em diversas categorias. Tailleferre escreveu 18 obras curtas na Petit livre de harpa de Madame Tardieu para Caroline Tardieu, Professora do Conservatório de Assistente de Harpa .
Em 1925, casou-se com Ralph Barton , um caricaturista americano, e se mudou para Manhattan , Nova York. Permaneceu no Estados Unidos até 1927, quando e seu marido retornou à França. Eles se divorciaram logo depois.
Tailleferre escreveu muitas de suas obras mais importantes durante os anos 1920, incluindo o seu primeiro Concerto para Piano, o Concertino Harp, o balé Le marchand d'oiseaux (o ballet mais freqüentemente realizado no repertório do suédois Ballets durante os anos 1920) e La nouvelle Cythère que foi encomendado por Sergei Diaghilev para a malfadada temporada 1929 dos famosos Ballets Russes , e Sous les muralhas d'Athènes, em colaboração com Paul Claudel , bem como várias trilhas sonoras de filmes pioneiros, incluindo B'anda, em que ela usou temas africanos.
A década de 1930 foi ainda mais proveitosa, com o Concerto para dois pianos, Choeurs, saxofones e orquestra, o Concerto para Violino, as óperas Zoulaïna e Le marin de Bolivar, e sua obra-prima, La Cantate de Narcisse, em colaboração com Paul Valéry .
Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial , ela foi forçada a deixar a maioria de suas pontuações em sua casa em Grasse, com a exceção de seus recém-completados três Études para Piano e Orquestra. Escapando da Espanha para Portugal , ela encontrou a passagem de um barco que trouxe para os Estados Unidos, onde viveu os anos de guerra na Filadélfia, Pensilvânia .
Depois da guerra, em 1946, ela voltou para sua casa na França, onde ela compôs orquestral e música de câmara , além de inúmeras outras obras, incluindo a ballets Paris-Magie (com Lise Delarme) e Parisiana (para o Royal Ballet de Copenhaugen), o óperas Il était un petit navire (com Henri Jeanson ), Dolores, La petite Sirene (com Philip Soupault , baseado em Hans Christian Andersen "A história de" A Pequena Sereia ") e Le maître (para um libreto de Ionesco ), a comédia musical Parfums, o Concerto des paroles vaines, para voz de barítono, piano e orquestra, o Concerto para Soprano e Orquestra, o Concertino para Piano, Flauta e Orquestra, o Segundo Concerto para Piano, o Concerto para dois violões e orquestra, a Sonata para Violino Segundo e piano, a Sonata para harpa, bem como um impressionante número de trilhas sonoras de filmes e televisão. A maioria desta música não foi publicado até depois de sua morte.
Em 1976, ela aceitou o cargo de acompanhante para a música infantil e classe de movimento na École alsacienne, uma escola particular em Paris. Durante o último período de sua vida, ela concentra-se principalmente em formas menores, devido a problemas crescentes de artrite nas mãos. Ela, no entanto, produziu o champêtre Sonate para oboé, clarinete, fagote e piano, a Sonata para Dois Pianos, coral e Variações para Dois Pianos e Orquestra, uma série de canções infantis (em textos de Jean Tardieu ) e peças para jovens pianistas. Sua última grande obra foi o Concerto de la fidélité para soprano coloratura e orquestra, que foi estreada na Ópera de Paris, no ano antes de sua morte.
Germaine Tailleferre continuou a compor mesmo até algumas semanas antes de sua morte, em 7 de Novembro de 1983 em Paris. Ela está enterrada em Quincy-Voisins , Seine-et-Marne , França.
Fonte wikipédia

Germaine Tailleferre: Sicilienne (1928)

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Germaine Tailleferre: Concertino fluidez harpe et de piano (1927)

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CHIQUINHA GONZAGA (1847-1935)


Nome completo: Francisca Edwiges Neves Gonzaga
Nascimento: 17 de outubro de 1847
Origem: Rio de Janeiro, RJ
Data de morte: 28 de fevereiro de 1935 (87 anos)
Gêneros: Choro, Polka, Samba, Tango brasileiro, Marcha, Valsa
Instrumentos: piano

Francisca Edwiges Neves Gonzaga, mais conhecida como Chiquinha Gonzaga foi uma compositora, pianista e regente brasileira.
Foi a primeira chorona, primeira pianista de choro, autora da primeira marcha carnavalesca (Ô Abre Alas, 1899) e também a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil.
Desde cedo, frequentava rodas de lundu, umbigada e outros ritmos oriundos da África, pois nesses encontros buscava sua identificação musical com os ritmos populares que vinham das rodas dos escravos.
Inicia, aos 11 anos, sua carreira de compositora com uma música natalina, Canção dos Pastores. Aos 16 anos, por imposição da família do pai, casou-se com Jacinto Ribeiro do Amaral, oficial da Marinha Imperial brasileira e logo engravidou. Não suportando a reclusão do navio onde o marido servia, (já que ele passava mais tempo trabalhando no navio do que com ela) e as ordens dele para que não se envolvesse com a música, além das humilhações que sofria e o descaso dele com seu sonho, Chiquinha, após anos de casada separou-se, o que foi um escândalo na época.
Viveu algum tempo como musicista independente, tocando piano em lojas de instrumentos musicais. Deu aulas de piano para sustentar o filho João Gualberto e mantê-lo junto de si, sofrendo preconceito por criar seu filho sozinha. Passou a dedicar-se inteiramente à música, onde obteve grande sucesso, sua carreira aumentou e ela ficou muito famosa, tornando-se também compositora de polcas, valsas, tangos e cançonetas. Antes, porém, uniu-se a um grupo de músicos de choro, que incluía ainda o compositor Joaquim Antônio da Silva Callado, apresentando-se em festas.
Aos 52 anos, após muitas décadas sozinha, mas vivendo feliz com os filhos e a música, conheceu João Batista Fernandes Lage, um jovem cheio de vida e talentoso aprendiz de musicista, por quem se apaixonou.
A necessidade de adaptar o som do piano ao gosto popular valeu a glória de tornar-se a primeira compositora popular do Brasil. O sucesso começou em 1877, com a polca 'Atraente'. A partir da repercussão de sua primeira composição impressa, resolveu lançar-se no teatro de variedades e revista. Estreou compondo a trilha da opereta de costumes "A Corte na Roça", de 1885. Em 1911, estreia seu maior sucesso no teatro: a opereta Forrobodó, que chegou a 1500 apresentações seguidas após a estreia - até hoje o maior desempenho de uma peça deste gênero no Brasil. Em 1934, aos 87 anos, escreveu sua última composição, a partitura da peça "Maria". Foi criadora da célebre partitura da opereta Juriti, de Viriato Corrêa.
Chiquinha participou ativamente da campanha abolicionista, por conta da revolta que sentia por seus ancestrais maternos terem sido escravos e sofrido muito, e da proclamação da república do Brasil. Também foi a fundadora da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais. Ao todo, compôs músicas para 77 peças teatrais, tendo sido autora de cerca de duas mil composições em gêneros variados: valsas, polcas, tangos, lundus, maxixes, fados, quadrilhas, mazurcas, choros e serenatas.
Fonte: Wikipédia

Chiquinha Gonzaga - Lua branca

Ìnterpretação: Cristina Motta
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Chiquinha Gonzaga - Corta-jaca (1908-1912)

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CORONA SCHRÖTER (1751-1802)



Corona Elisabeth Wilhelmine Schröter (14 jan 1751 - 23 Agosto 1802) foi uma alemã mais conhecida como cantora. Ela também compôs canções, estabelecendo obras de Friedrich Schiller a música.
Schröter nasceu em Guben . Em seus primeiros anos ela estudou muitos instrumentos, que incluíam o teclado e guitarra .Seu pai, Johann Friedrich Schröter, um oboísta , foi seu primeiro professor. Seus irmãos, Johann Samuel e Johann Heinrich, eram um pianista e um violinista , respectivamente, e sua irmã, Marie Henriette, era também um cantora.
Quando ela tinha 13, Schröter e sua família mudou-se para Leipzig . Foi aí que ela chamou a atenção do compositor Johann Adam Hiller (pensa-se que a esposa de Hiller era madrinha da Corona). Hiller, compositor de ópera e opereta, tornou-se seriamente frustrado com a educação inadequada oferecida às mulheres. Para remediar isto, em 1771 Hiller abriu sua escola própria. Nesta configuração mista, os alunos aprenderam uma grande variedade de temas musicais, incluindo solfejo, dicção, técnica, italiano e teclado. Schröter floresceu como uma cantora, mas quando comparado a sua colega e rival, Schmeling Gertrud (Madame Mara) a voz Schröter não era tão poderosa quanto Schmeling, possivelmente devido à má formação pode ter danificado sua voz. No entanto, ela teve uma intensidade que seus admiradores consideradas inigualáveis.
Fonte: Wikipédia


Schröter - An den Abendstern - VOX 3 Collective - Alexia Kruger

Paul Nicholson , piano e Aléxia Kruger, soprano
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AUGUSTA HOLMÈS (1847-1903)


Nome completo: Augusta Mary Anne Holmès
Nascimento: 16 de dezembro de 1847 - Paris
Morte: 28 de janeiro de 1903 - Paris

Augusta Mary Anne Holmès , nascida Holmes, foi uma pianista, compositora e poetisa francesa de origem irlandesa. Estudou com César Franck.
Em 1871, Holmès obteve a nacionalidade francesa e acrescentou um acento ao seu sobrenome.
Nascida na França, Augusta era a única filha de Charles William Scott Dalkeith Holmes, um oficial da reserva do exército britânico, de origem irlandesa, e de sua mulher, a inglesa Augusta Tryphena Anna Constance Shearer, pintora e poetisa. Ambos se casaram na França, em 1832. Augusta era também afilhada do poeta, romancista e dramaturgo Alfred de Vigny - possivelmente o seu pai biológico.
Passou sua infância e parte da sua juventude em Versailles. Criança prodígio, aos 11 anos, uma de suas composições, um quick-step, foi executada por uma banda militar em Versailles.Porém seus pais se opuseram à continuidade de sua carreira como musicista. Assim, quando começou a publicar suas composições, aos 14 anos, ela usou, em três delas, o pseudônimo Hermann Zenta; quatro outras, assinou como A.Z. Holmes.
Apesar de seu talento como pianista, não pôde estudar no Conservatório de Paris, que não admitia mulheres.Em Versailles, tem aulas de piano com uma certa Mademoiselle Peyronnet, estuda harmonia e contraponto com Henri Lambert, organista da Catedral de Versailles, e orquestração com o célebre clarinetista Hyacinthe Klosé (1808-1880), professor de clarineta do Conservatório de Paris e regente da Banda Regimental de Versailles. A vida musical em Versailles girava em torno da banda militar. Klosé estimulou Augusta tanto a compor para a banda como a regê-la.
Augusta também frequentou as aulas de canto de Guillot de Sainbris (1820-1887), em Versailles.
Chegou a mostrar suas composições ao amigo Franz Liszt e a Richard Wagner. Este último exerceu grande influência sobre seu trabalho.
Holmès distinguiu-se como autora de música programática, romântica e de inspiração patriótica. Sua ópera, Hero et Leandre, foi encenada em 1874, e, pouco depois, sua obra In Exitu teve a primeira execução. Nos anos 1880 dedica-se a temas nacionalistas e compõe poemas sinfônicos, como Lutèce, Irlande, Pologne e Ludus pro patria. Em 1880, seu poema sinfônico Les Argonautes recebe menção honrosa no concurso Prêmio Cidade de Paris. Sua sinfonia, Lutèce, obteve o terceiro lugar em outro concurso.
Augusta Holmès era considerada wagneriana, o que, à época, podia ser um grande problema. Em 1895, a apresentação de sua obra La montagne noire (composta em 1884), na Ópera de Paris, será um fracasso. Apenas 13 récitas foram realizadas. A ópera será montada também no Covent Garden e no Metropolitan Opera. Sua obra mais conhecida foi composta sob encomentda, para celebrar o centenário da Revolução Francesa, em 1889 - a Ode Triomphale, cuja execução requeria cerca de 1200 músicos.
Augusta Holmès foi muito popular em sua época, por seu talento musical, sua personalidade atraente e por sua beleza. Foi uma das primeiras mulheres do século XIX, na França, a ter seu talento reconhecido. Após sua morte, no entanto, seu trabalho ficou quase esquecido e os detalhes de sua vida pessoal foram objeto de maior atenção do que a sua música. Ultimamente, porém, a vasta obra de Holmès (que certamente, compôs mais de 150 peças) vem sendo recuperada e seu valor tem sido reconhecido por vários estudiosos. A maior parte dos seus trabalhos, entretanto, permanece inédita e obscura.
O museu Lambinet, em Versailles, conserva um retrato seu, pintado por Gustave Jacquet, em 1873. A obra foi doada ao museu em 1956, por sua filha Hélyonne.
Fonte: Wikipédia


Augusta Holmes En Chemin / No caminho

Arte clássica canção executada por Hélène Lindqvist e Vogler Philipp 2011
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Fantasie-Augusta Holmes

Thiago Tavares, clarinete
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TERESA CARREÑO (1853-1903)


Nome Completo:María Teresa Carreño García de Sena
Nascimento: 22 de dezembro de 1853 - Caracas - Venezuela
Morte: 12 de junho de 1917 - Nova Iorque


María Teresa Carreño García de Sena uma pianista, cantora, compositora, e maestrina Venezuelana.
Em 1862, sua família emigrou para Nova Iorque, aos 8 anos de idade, fez sua estréia no Irving Hall. Em 1863, apresentou-se para Abraham Lincoln na Casa Branca. Aos 9 anos debuta como solista com a Orquesta Filarmónica de Boston. Em 1866, mudou-se para a Europa, e começou a excursionar, fazendo sua estréia como cantora de ópera em 1876.

Obra

Estão entre as peças mais conhecidas da pianista:

El vals de Teresita, dedicada a uma das suas filhas
La cesta de flores, op. 9
Marcha fúnebre op. 11
La oración, op. 12, pela morte de sua mãe
Himno a Bolívar
Saludo a Caracas
Himno al ilustre americano
Mazurca de salón
Une revue à Prague
La nota falsa
Balada op. 15
Danza venezolana.
Fonte: Wikipédia


Teresa Carreño toca Chopin Ballade No. 1 em sol menor op. 23

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Teresa Carreño - Vals ''Mi Teresita''

Pianista: Clara Rodriguez
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ELSA BARRAINE (1910-1999)



Nome Completo: Elsa Jacqueline Barraine
Nascimento: 13 de fevereiro de 1910 - Paris - França
Morte : 20 de março de 1999
Ocupação: Compositora

Elsa Jacqueline Barraine foi uma compositora francesa nascida em Paris. Era filha de Alfred Barraine, violoncelista. Estudou com Jean Gallon (harmonia), Abel Estyle (piano), George Caussade (Fuga), e Paul Dukas (composição) no Conservatório de Paris . Ela ganhou o primeiro prêmio para ambos, harmonia (1925) e acompanhamento de piano (1927), do conservatório.
Em 1929 Barraine ganhou o primeiro prêmio no Prix de Roma por sua cantata La Vierge Guerriere; recebeu o segundo prémio no concurso do ano anterior para os seus Delpes Heracles. Durante a Segunda Guerra Mundial , ela era um membro ativo dos Músicos da Frente Nacional que resistiram a ocupação alemã. De 1944-1946 foi diretora da Orquestra Nacional de França e diretora musical da gravadora e editora musical Le Chant du Monde . Participou da Associação dos Músicos Progressistas em 1949 junto com Serge Nigg , Desormiere Roger , Durey Louis e Charles Koechlin .
Barraine ingressou na faculdade de o Conservatório de Paris em 1953, inicialmente como professor de harmonia. Mais tarde, ela ensinou análise musical no Conservatório de 1969-1973. Ela serviu como Diretor de Música no Ministério francês da Cultura 1972-1974.
Fonte: Wikipédia


Elsa Barraine, Prelúdio n º 1 na gmin. em AESchlueter Órgão, New York Avenue Presbyterian Church

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VIVIAN FINE (1913-2000)



Nascimento: 28 de dezembro de 1913 - Chicago , Illinois
Morte: 20 março de 2000 (86 anos) Bennington, Vermont , EUA
Gêneros: Século 20 clássica
Ocupações: Compositor

Vivian Fine foi uma compositora americana.
Durante sua carreira de 70 anos, Vivian fina se tornou uma das compositoras mais importantes da América. Ela escreveu praticamente sem interrupção por 68 anos, produzindo mais de 140 obras. Embora, talvez, mais conhecida por sua música de câmara,ela escreveu em todos os gêneros, incluindo grandes obras sinfônicas e corais. Além de numerosos artigos e dissertações , dois livros foram publicados sobre a vida de Vivian e da música: The Music of Vivian Fine, pelo notável musicólogo Heidi Von Gunden (Scarecrow Press, 1999), que ganhou o ASCAP-Considera prêmio Taylor em 2000, e Vivian Fine, A Bio-Bibliography, pelo poeta e compositor Judith Cody (Greenwood Press, 2002). Seus arquivos musicais completos podem ser encontrados em seu Web site em vivianfine.org.
Vivian Fina nasceu em Chicago. Um prodígio do piano, ela se tornou em cinco anos a mais jovem aluna a ser premiada com uma bolsa no Colégio Musical Chicago. Aos 11 ela se tornou uma estudante Scriabin Djane Lavoie-Herz . Através de Madame Herz e Crawford, Fine conheceu Henry Cowell , Imre Weisshaus , e Dane Rudhyar , que tornaram-se defensores fortes de seu talento.
Vivian fez sua estréia profissional como compositora, aos dezesseis anos com apresentações em Chicago, Nova York (Solo para Oboé, em uma Associação Pan-Americana de Compositores 'concerto) e Dessau (quatro peças para duas flautas, em uma sociedade internacional de compositores contemporâneos "concerto). Em 1931, aos 18 anos ,se mudou para Nova York para continuar os seus estudos. Ela era um membro de Aaron Copland do Grupo de Jovens Compositores, e uma participante na primeira Yaddo Festival em 1932. Em 1937, ela ajudou a fundar a Aliança dos compositores americanos e serviu como sua vice-presidente de 1961-1965, sem deixar de lado sua carreira como compositora. Na década de 1930 ela foi talvez a artista mais conhecida da música do piano contemporâneo em Nova York. Ela estreou obras de Charles Ives , Copland, Brant, Cowell, Rudhyar, e outros, e estudou piano com Abby Whiteside 1937-1946.
Vivian escreveu extensivamente para a voz, utilizando a poesia de Shakespeare, Racine, Dryden, Keats, Whitman, Dickinson, Kafka, Neruda, e outros em uma grande variedade de configurações. Compôs duas óperas de câmara, As Mulheres do Jardim (1978) e Memórias de Uliana Rooney (1994). Em As Mulheres no Jardim, Vivian Fine utilizou os escritos de Emily Dickinson , Virginia Woolf , Isadora Duncan e Gertrude Stein para conversas de moda entre as quatro mulheres e um tenor que representa os vários homens em suas vidas.
Em 1980, ela foi eleita para a Academia Americana e Instituto de Artes e Letras . Por muitos anos, Fine foi um membro querido da faculdade de Bennington College , em Vermont . Ela morreu com a idade de 86, consequência de um acidente automobilístico.
Fonte: Wikipédia


Vivian fina: Sinfonia e Fugato (1952)

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GALINA USTVOLSKAYA (1919-2006)


Nome Completo: Galina Ivanovna Ustvolskaya
Nascimento: 17 de junho de 1919 - Petrogrado
Morte: 22 de dezembro de 2006 - São Petgersburgo

Galina Ivanovna Ustvolskaya, foi uma compositora russa de estilo único.
Ustvolskaya desenvolveu um estilo próprio de composição. Segundo ela, "não há nenhuma ligação que seja entre minha música e aquela de qualquer outro compositor, vivo ou morto."
Suas características incluem o uso repetido de blocos homofônicos de som (fato que levou o crítico neerlandês Elmer Schönberger a chamá-la de a "dama com o martelo"); combinações não usuais de instrumentos (como os oito contrabaixos, piano e bloco de madeira percutido por martelo de sua Composição Nº 2); uso considerável de dinâmicas extremas (como em sua sonata para piano Nº 6); emprego de grupos de instrumentos para a realização de clusters e o uso do piano ou percussão para fixar ritmos constantes e imutáveis (todos seus trabalhos reconhecidos usam ou o piano ou a percussão, muitos usam ambos).
Como a música de Galina Ustvolskaya não é de vanguarda, no sentido comumente aceito do termo, ela não foi abertamente censurada na União Soviética. Porém, foi acusada de não estar disposta a comunicar-se, e de estreiteza e insistência. Foi apenas nos últimos anos que seus críticos começaram a notar que essas supostas deficiências são, na verdade, suas maiores qualidades e que a tornam única. O compositor Boris Tishchenko comparou a "estreiteza" de seu estilo com a luz concentrada de um feixe de laser que se torna capaz de perfurar o metal.
Suas obras dos anos 1940 e 1950 muitas vezes soam como se tivessem sido escritas atualmente. Shostakovich escreveu a ela: "Não é você que é influenciada por mim; muito pelo contrário, eu que sou influenciado por você". Muitas pessoas citam Ustvolskaya, ela não citava ninguém.
Todos os trabalhos de Ustvolskaya são de larga escala na intenção, não importando sua duração ou quantos instrumentistas são necessários. Sua música é fortemente baseada na tensão e densidade.
Fonte: Wikipédia


Ustvolskaya - Piano Sonata No. 1 (Parte 1/2)

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Ustvolskaya - Symphony No. 3 (part 1 of 2)

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TONA SCHERCHEN-TSIAO (1938-...)


Nome Completo: Tona Scherchen-Tsiao
Nascimento: 12 de março de 1938 - Neuchâtel - Suíça



Tona Scherchen-Tsiao, é uma das primeiras compositoras que trouxeram elementos chineses para música européia.
Tona Scherchen nasceu em uma família musical na Suíça . Seu pai era maestro Hermann Scherchen e sua mãe era compositora Xiao Shuxian . Ela passou os primeiros 12 anos de sua vida na Europa, particularmente na Suíça. Ela chegou à China em 1950 com sua mãe e sua irmã mais velha. Em 1956, apenas um ano antes de a China cair no caos político, ela retornou à Europa para ficar com seu pai, a fim de buscar uma educação musical melhor. Seus professores incluiram György Ligeti e Hans Werner Henze .
Desde 1960 Tona tornou-se uma compositora muito ativa, títulos de suas músicas foram vistos com freqüência em programas de música contemporânea. Seus trabalhos foram publicados por editoras importantes e podem ser encontrados diversos artigos sobre ela como compositora. Porém, depois de algumas aparições favoritas na década de 1980, ela aparentemente deixou de chamar a atenção para além de seu círculo francês.
A música de Tona é uma adaptação da expressão idiomática avant-garde dos anos 1960 e 70 , sintetizadas com uma linguagem própria. Uma coisa marcante em sua música, que pode ser encontrada imediatamente na pontuação, é a atenção ao timbre extremamente detalhada, ou dizer, a fisicalidade do som.
Muitas de suas composições tem título em chines, mas a influência das artes chinesas e pensamentos é mais conceitual do que literal. A única exceção é Yi, uma suíte para uma marimba com dois jogadores, no qual ela recordava melodias folclóricas ouvidas em seus anos de chineses, é uma peça em movimento, dedicado à sua mãe, a quem Tona provavelmente não foi capaz de atender por três décadas, devido a razão política.
Fonte: Wikipédia


Tona Scherchen: Shen (神) (1968)

Tona Scherchen (*1938): Shen (神), balletto per percussioni (1968) -- Les Percussions de Strasbourg --
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FRANCOISE BARRIÈRE (1944-...)


Nome Completo: Francoise Barrière
Nascimento: 1944 - em Paris - França

Françoise Barrière é uma editora, escritora e compositora francesa.
Françoise nasceu em Paris e estudou no Conservatório de Versailles e no Conservatório Nacional Superior de Musique, em Paris. Ela continuou seus estudos em etnomusicologia na Ecole Pratique de Hautes Etudes. Barrière trabalhou no Serviço de la Recherche, ORTF , e em 1970 tornou-se co-fundadora e diretora do Instituto Internacional de Música Electroacústica de Bourges com Christian Clozier .
Barrière é uma dos fundadoras da Confederação Internacional de Música Electroacústica (CIME) e atuou como presidente no seu início em 2005. Suas obras têm sido jogado internacionalmente em concertos e festivais, e através da rádio.



GRACIANE FINZI (1945-...)



Nome Completo: Graciane Finzi
Nascimento: em 1945 - Casablanca , Marrocos

Graciane Finzi nasceu em Casablanca , Marrocos , e estudou música no Conservatório de Casablanca, então gerido por Georges Friboulet, onde seus pais eram professores. Ela entrou no Conservatório de Paris aos dez anos, onde estudou piano com Joseph Benvenuti e desenvolveu um interesse em sua composição.
Até completar seus estudos, trabalhou como compositora. Ela serviu como diretora musical do Festival de la Défense de 1975-1979, e começou a ensinar no Conservatório de Paris em 1979. Ela serviu como vice-presidente da Sociedade Internacional de Música Contemporânea (SIMC) e da Société Nationale e como representante oficial para o Artistique Ação Association Française d'(AFAA). Ela foi compositora em residência com o Lille Orquestra Nacional 2001-2003



Graciane Finzi ~ Espressivo

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BEATRIZ FERREYRA (1937-...)


Nome Completo: Beatriz Mercedes Ferreyra
Nascimento: 21 de junho de 1937 - Córdoba - Argentina


Beatriz Ferreyra é uma compositora argentina que nasceu em Córdoba , Argentina , e estudou piano com Célia Bronstein , em Buenos Aires . Ela continuou seu estudo da música com Nadia Boulanger em Paris , e Canton Edgardo , Earle Brown e Gyorgy Ligeti na Alemanha .
Em 1963, ela assumiu uma posição no departamento de pesquisa do Instituto de Radiodifusão Televisão Francesa ( ORTF ), trabalhando com o Groupe de Recherches Musicales de (GRM), dirigido por Pierre Schaeffer . Ela também lecionou no Conservatório Nacional Superierur de Música de Paris. Ela trabalhou com Bernard Baschet e suas estruturas Sonores em 1970, e serviu residências na música eletrônica com Dartmouth College em 1976 e em 1998.


Beatriz Ferreyra - A Floresta UFO

Beatriz Ferreyra: "A Floresta UFO" (1986)
Pinturas de Enrico Donati
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